Milhões de pessoas podem morrer por surtos de doenças pelo mundo

18/09/2019 17:10

O sinal vermelho foi dado por especialistas internacionais do Conselho de Monitoramento para a Preparação Global (GPMB)

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O aumento de doenças pandêmicas ameaça matar milhões de pessoas e pode afetar muito negativamente a economia em todo o mundo, caso governos não se preparem para atenuar a possibilidade. O sinal vermelho foi dado por especialistas internacionais do Conselho de Monitoramento para a Preparação Global (GPMB), numa parceria entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial. 

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, conclama os governos a ficarem atentos “nas lições que esses surtos estão nos ensinando" e a se preparar para o problema antes ele acontecer. Ele afirmou ser necessário investir no fortalecimento dos sistemas de saúde, pesquisa e novas tecnologias, melhoramento da coordenação, e implantação de sistemas de comunicação mais rápidos para monitorar o desenvolvimento continuamente. 

Ebola está entre as doenças com propensão de causar grandes epidemias Ahmed Jallanzo/EPA/Agência Lusa

Ebola é uma das doenças que pode gerar pandemia-Foto: Reprodução

Segundo os estudiosos do tema, por conta de conflitos, imigrações e governos fragilizados, a gripe, a sars e o ebola têm sido desafiadores, e que uma ameaça de pandemia tomar o mundo “é real e que "um patógeno rápido teria potencial para matar dezenas de milhões de pessoas, desorganizando economias e desestabilizando a segurança nacional”, afirmou um grupo de especialistas. 

Conforme o diretor-executivo interino do Banco Mundial e membro do painel, Axel van Trotsenburg, “a pobreza e a fragilidade exacerbam surtos de doenças infecciosas e ajudam a criar as condições para que as pandemias aconteçam". A gripe espanhola de 1918, também foi citada no relatório. A doença dizimou 50 milhões de pessoas. Em menos de 36 horas, por conta de inúmeras pessoas que voam nos aviões pelo mundo diariamente, uma epidemia de doença parecida poderia matar até 80 milhões, reduzindo 5% da economia global, diz o relatório. Isso geraria um colapso em sistemas de saúde, principalmente em países pobres.

Atualizada 10h35



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