Buscas por crianças desaparecidas no MA chegam ao 16º dia sem novas pistas
Força-tarefa com mais de 500 pessoas, incluindo Marinha, forças federais, estaduais e voluntários, vasculha área de 3.200 km² em Bacabal com helicóptero, drones, cães farejadores e sonar no Rio Mearim em procura de Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4
19/01/2026 às 07:12por Redação Plox
19/01/2026 às 07:12
— por Redação Plox
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As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entram na terceira semana sem qualquer confirmação sobre o paradeiro das crianças. Desaparecidos desde 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), o caso chega, nesta segunda-feira (19/1), ao 16º dia sem novas pistas.
A força-tarefa responsável pela procura dos irmãos foi ampliada ao longo do fim de semana, com a entrada da Marinha do Brasil. A corporação passou a atuar no Rio Mearim com o uso do side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento do fundo do rio e da coluna d’água mesmo em ambientes de baixa visibilidade.
Em paralelo, as buscas na mata continuam, assim como as investigações policiais. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, todas as hipóteses são apuradas pela Polícia Civil. Há um inquérito instaurado, conduzido por uma comissão formada por delegados, agentes e investigadores.
Reforço da Marinha amplia operação, que mobiliza mais de 500 pessoas. Buscas seguem sem novas pista
Foto: Arquivo pessoal
Força-tarefa mobiliza mais de 500 pessoas
Dados do governo do Maranhão apontam que mais de 500 pessoas participam da operação, que reúne forças federais, estaduais, apoio interestadual e voluntários.
As equipes já realizaram varreduras em uma área de mata superior a 3.200 km², o equivalente a cerca de 450 mil campos de futebol. A região foi dividida em quadrantes e conta com ações aéreas, uso de helicóptero, drones e cães farejadores.
A composição da força-tarefa inclui:
Marinha do Brasil: 11 militares, uma voadeira, uma motoaquática e o equipamento side scan sonar, empregado no Rio Mearim.
Corpo de Bombeiros do Maranhão: equipes terrestres, mergulhadores e coordenação geral das buscas.
Bombeiros de outros estados: o Pará enviou ao menos 7 militares e 2 cães farejadores, e o Ceará, ao menos 5 militares e 4 cães farejadores.
Exército Brasileiro: ao menos 26 militares do Batalhão de Infantaria de Selva.
Polícia Militar Ambiental: ao menos 15 agentes.
Polícias Civil e Militar do Maranhão, além de PRF, Força Estadual de Segurança, Defesa Civil e Guarda Municipal.
Também há apoio aéreo com helicóptero do Centro Tático Aéreo do Maranhão, além de drones e voluntários da comunidade.
Reforço da Marinha amplia operação, que mobiliza mais de 500 pessoas. Buscas seguem sem novas pistas
Foto: Arquivo pessoal
Relato de primo define foco das buscas
A área central das buscas foi definida com base no relato de Anderson Kauan, de 8 anos. Primo das crianças, ele também desapareceu em 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois.
Segundo o menino, o último local onde esteve com os primos é conhecido como “Casa Caída”, uma cabana abandonada próxima ao rio Mearim. No ponto indicado, cães farejadores sinalizaram a passagem das crianças, o que levou à ampliação das frentes de trabalho na região.
Desde então, as equipes intensificaram as buscas terrestres, fluviais e subaquáticas, com uso de embarcações e tecnologia de varredura no rio.
Apesar do reforço e da ampliação da área de atuação, nenhuma nova pista foi confirmada até o momento.