Morte de tio de Suzane e Andreas von Richthofen abre disputa por herança de R$ 5 milhões
Corpo de Miguel Abdalla Netto foi encontrado em decomposição em São Paulo; suposta união estável é contestada na Justiça e pode definir destino do patrimônio entre prima do médico e sobrinhos
19/01/2026 às 09:54por Redação Plox
19/01/2026 às 09:54
— por Redação Plox
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A morte do médico Miguel Abdalla Netto abriu uma nova disputa em torno de uma herança estimada em cerca de R$ 5 milhões, com envolvimento direto de Suzane von Richthofen. O caso ganhou repercussão nacional por causa do parentesco de Miguel com as vítimas do crime que chocou o país em 2002.
Miguel Abdalla Netto era irmão de Marísia von Richthofen e cunhado de Manfred von Richthofen, assassinados pela filha Suzane, condenada pelo crime. O médico, portanto, era tio de Suzane e de Andreas von Richthofen.
A morte do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, colocou a ex-presidiária no centro de uma nova polêmica
Foto: Reprodução/ Instagram
O corpo de Miguel foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro de sua casa, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, no último dia 9. A polícia trabalha, até o momento, com a hipótese de morte por causas naturais, possivelmente um infarto. A confirmação depende da conclusão do laudo pericial.
Disputa começou ainda na liberação do corpo
A polêmica teve início logo após a morte, quando Suzane tentou liberar o corpo do tio em uma delegacia. Ela não conseguiu realizar o procedimento porque ele já havia sido feito por Carmem Silvia Magnani, prima de Miguel.
Silvia se apresentou à polícia como responsável pelas decisões sobre o sepultamento e afirmou ser a última companheira do médico, alegando que os dois mantinham uma união estável. É essa suposta união que está no centro da disputa pela herança.
União estável é contestada na Justiça
A versão de que havia união estável, porém, é alvo de contestação judicial. Em 2024, Miguel entrou com uma ação de reintegração de posse contra Silvia, que morava em um imóvel de sua propriedade. O médico venceu o processo em outubro do ano passado.
Na decisão judicial, foi determinado que Silvia deveria pagar valores retroativos pelo uso do imóvel. Durante o andamento da ação, Miguel também negou a existência de união estável entre os dois.
Esse ponto é decisivo para a partilha do patrimônio: se a Justiça reconhecer a união estável, Silvia poderá ter direito a parte ou até à totalidade dos bens deixados pelo médico. Caso o reconhecimento seja negado, a herança deve ficar com os únicos herdeiros legais, os sobrinhos Andreas e Suzane von Richthofen.
Quem tem direito à herança
Miguel não deixou filhos, não tinha pais vivos e não possuía outros irmãos além de Marísia, já falecida. Por isso, a disputa pelo patrimônio se concentra exclusivamente entre a prima, que se apresenta como ex-companheira, e os sobrinhos, apontados como herdeiros legais na ausência de descendentes, ascendentes ou outros irmãos.