Mendonça converte prisão de operador financeiro do 'Careca do INSS' em domiciliar por risco de morte
Ministro do STF concede prisão domiciliar a Silvio Roberto Machado Feitoza, apontado como diretor financeiro de esquema de fraudes no INSS, após laudos indicarem isquemia miocárdica grave e risco efetivo de morte; decisão impõe tornozeleira, entrega de passaporte e restrição de contatos
19/01/2026 às 12:06por Redação Plox
19/01/2026 às 12:06
— por Redação Plox
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão preventiva de Silvio Roberto Machado Feitoza, investigado por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em prisão domiciliar. A decisão foi tomada na última sexta-feira (16/1), após a apresentação de laudos médicos que apontam risco efetivo de morte.
Na decisão, Mendonça afirmou que tornou-se desproporcional a manutenção da custódia em estabelecimento prisional
Foto: (crédito: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Segundo a defesa, Feitoza está internado desde a semana passada em estado clínico grave. Ele passou por procedimento de cateterismo e angioplastia, com implante de stent, após diagnóstico de isquemia miocárdica provocada por obstrução de cerca de 90% das artérias coronárias. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido.
Investigado é apontado como operador financeiro de esquema criminoso
Feitoza foi preso em dezembro do ano passado pela Polícia Federal no inquérito que apura irregularidades no pagamento de descontos associativos indevidos a aposentados e pensionistas do INSS. As investigações indicam que ele integrava o núcleo operacional do esquema liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
De acordo com os investigadores, o suspeito exercia funções típicas de um diretor financeiro, sendo responsável por gerenciar contas bancárias, coordenar pagamentos, assessorar negociações estratégicas e participar de operações voltadas à ocultação e dissimulação patrimonial, práticas associadas à lavagem de dinheiro. Ele é apontado como um dos principais operadores financeiros da organização criminosa.
STF impõe condições para prisão domiciliar
Na decisão, Mendonça considerou que, diante das informações atualizadas sobre o estado de saúde do investigado, tornou-se desproporcional mantê-lo em estabelecimento prisional. O ministro destacou, porém, a gravidade dos crimes em apuração e a necessidade de preservar o andamento da investigação.
Além da conversão da prisão em regime domiciliar, o ministro determinou o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega de todos os passaportes de Feitoza à Polícia Federal em até 48 horas e a proibição de contato com outros investigados da Operação Sem Desconto, que apura crimes relacionados a descontos indevidos em benefícios previdenciários.