STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Em coletiva na manhã desta segunda-feira (19), o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou a abertura do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 e detalhou o funcionamento do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A apresentação contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. *
De acordo com Camilo Santana, o Sisu de 2026 deve ser o maior já realizado. O Ministério da Educação prevê ampliação do número de instituições participantes e da oferta de vagas, com inclusão de novos cursos de graduação alinhados às transformações do mercado de trabalho, como formações voltadas à inteligência artificial.
O ministro também informou que o MEC ainda vai divulgar um balanço detalhado do Enem. Os dados, segundo ele, serão apresentados oficialmente nas próximas semanas.
Outro eixo da coletiva foi o Enamed, exame criado para medir a qualidade da formação médica no país. A iniciativa é do Ministério da Educação e será conduzida pelo Inep em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
A prova será anual, a partir de 2025, e vai unificar as matrizes do Enade de medicina com a prova objetiva de acesso direto às residências médicas do Enare. Na avaliação apresentada por Camilo Santana, mais de 85% dos cursos de medicina analisados ficaram nas faixas consideradas insatisfatórias, com notas 1 e 2, o que reforça, segundo ele, a necessidade de um instrumento mais rigoroso de avaliação e regulação da formação médica.
O ministro informou que 99 cursos de medicina podem ser alvo de sanções, que vão desde a suspensão de novos ingressos a partir do segundo semestre deste ano até redução de vagas e restrições ao acesso a programas federais, como o Fies.
As instituições terão prazo de 30 dias para apresentar defesa, e o processo será acompanhado conjuntamente pelos ministérios da Educação e da Saúde.
Camilo Santana ressaltou que o foco das medidas é assegurar a qualidade da formação médica no país. O crescimento das residências médicas integra a estratégia do governo federal para ampliar o número de especialistas e melhorar o atendimento à população.
O ministro adiantou ainda que o MEC analisa medidas legais para reforçar seu poder de regulação sobre os cursos de medicina, incluindo a possibilidade de envio de um projeto de lei ao Congresso.
Entre as propostas em discussão está a inclusão do desempenho do estudante no diploma, como forma de ampliar a transparência, qualificar a formação e dar mais autonomia ao ministério para atuar na regulação de cursos em municípios de todo o país.