Sisu 2026: inscrições começam nesta segunda; veja estratégias para conquistar uma vaga
Candidatos poderão se inscrever entre 19 e 23 de janeiro para 7.399 cursos em 136 instituições; sistema passa a considerar notas das três últimas edições do Enem e exige acompanhamento diário das notas de corte
19/01/2026 às 06:22por Redação Plox
19/01/2026 às 06:22
— por Redação Plox
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As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 começam nesta segunda-feira (19). Os estudantes têm até as 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar na plataforma. Ao todo, serão oferecidas 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação, distribuídos em 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
Consulta de vagas do Sisu
Foto: Divulgação
O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para universidades e institutos públicos com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular está previsto para 29 de janeiro.
A partir de 2026, o programa passará a considerar as notas das três edições mais recentes do Enem — neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até 2025, apenas candidatos que tivessem realizado a edição mais recente da prova podiam se inscrever.
Para participar, é obrigatório ter feito o Enem em uma das três últimas edições, obter nota maior que zero na redação e ter concluído o ensino médio.
O Sisu seguirá com apenas uma edição ao ano, formato adotado desde 2024. Quem for selecionado poderá iniciar o curso no primeiro ou no segundo semestre, conforme a abertura de turma e as definições de cada instituição.
Estratégia e acompanhamento diário do sistema podem ser decisivos para garantir uma vaga.
Como funciona a seleção do Sisu
Os candidatos terão cinco dias para escolher até dois cursos de instituições públicas de 26 unidades da federação. Rondônia, na região Norte, é o único estado que não ofertará vagas de suas universidades pelo Sisu.
Depois de selecionar as opções, o candidato poderá acompanhar sua colocação no sistema ao longo do período de inscrições, o que ajuda a avaliar as chances de aprovação.
As escolhas podem ser alteradas quantas vezes o estudante considerar necessário até as 23h59 de 23 de janeiro, horário de encerramento das inscrições. Serão consideradas apenas as opções que estiverem salvas no sistema nesse momento final.
Notas de corte mudam todos os dias
As notas de corte, isto é, a pontuação mínima necessária para ficar entre os candidatos com chance de vaga em determinado curso, são atualizadas diariamente até o fim das inscrições.
O funcionamento pode ser entendido por analogia ao mercado financeiro. Imagine que um curso específico — por exemplo, Odontologia em uma universidade estadual, com 20 vagas — seja tratado como um ativo. No primeiro dia, o sistema pode indicar que, para concorrer, é preciso ter 759,7 pontos de média no Enem. Se, ao final desse dia, 35 pessoas com notas altas se inscreverem e o 20º colocado tiver média de 820,5, essa pontuação passa a ser a nova nota de corte no dia seguinte, como se o “ativo” tivesse se valorizado.
Com isso, para permanecer entre os 20 primeiros, o candidato precisa ter uma nota maior que a de pelo menos um desses concorrentes. Essa dinâmica se repete diariamente até a madrugada de 23 de janeiro, quando ocorre a última atualização e a nota de corte apresentada passa a ser a final.
Quem estiver abaixo da nota de corte final só terá chance de ingresso se estiver muito próximo da linha de corte e se alguns dos candidatos mais bem colocados desistirem do curso, liberando vagas.
Ao longo do processo, a nota de corte parcial também pode cair, por exemplo, se um candidato bem posicionado mudar de opção de curso. Por isso, acompanhar o sistema todos os dias é considerado fundamental.
Muitos candidatos veem uma boa posição no primeiro dia, relaxam e acabam sendo surpreendidos no final do período de inscrição, já que o cenário muda constantemente
Heitor Ribeiro, coordenador do Curso Anglo
Ajuste suas opções de curso ao longo do processo
Durante o período de inscrição, o candidato pode — e deve — usar a possibilidade de alterar as duas opções de curso quantas vezes julgar necessário.
Especialistas recomendam que o estudante conheça bem as alternativas disponíveis e trabalhe com escolhas realistas, evitando apostar tudo em uma única possibilidade, o que reduz as chances de aprovação.
Uma estratégia útil é listar, em ordem de prioridade, os cursos e instituições de interesse antes mesmo da abertura do sistema. Isso facilita a análise de cenários e ajuda a reagir rapidamente às mudanças nas notas de corte.
Pesos diferentes para as notas do Enem
Outro fator que pode influenciar a classificação é a forma como cada instituição e curso calcula a nota final a partir do Enem. As universidades podem atribuir pesos distintos às áreas avaliadas.
Em um curso de Direito, por exemplo, uma universidade pode valorizar mais a prova de ciências da natureza, enquanto outra pode dar mais peso à área de linguagens. Nesse cenário, um mesmo candidato pode ter desempenho melhor em uma instituição do que em outra, a depender de onde obteve pontuação mais alta no exame.
Entender essa lógica e consultar os pesos adotados por cada curso aumenta as chances de fazer escolhas mais alinhadas ao próprio perfil de nota.
Paciência e acompanhamento após o resultado
A rotatividade do processo seletivo do Sisu costuma ser alta. Em muitos casos, candidatos são convocados semanas depois da divulgação da chamada regular, por meio das listas de espera das instituições.
Por isso, quem tiver nota próxima à linha de corte é orientado a não desistir logo após o primeiro resultado e a acompanhar os desdobramentos do processo.
Planejamento, informação atualizada e calma tendem a ser decisivos para transformar a oportunidade do Sisu em matrícula efetivada.
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro
Manifestação de interesse na lista de espera: de 29 de janeiro a 2 de fevereiro