Mendonça indica que dará ampla liberdade à PF em inquérito do Banco Master no STF
Novo relator sinalizou a interlocutores que pretende permitir atuação mais ampla da Polícia Federal e conduzir o caso com rigor, segundo relatos confirmados por sua assessoria à CNN Brasil
19/02/2026 às 14:06por Redação Plox
19/02/2026 às 14:06
— por Redação Plox
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, novo relator do inquérito envolvendo o Banco Master, indicou a interlocutores que pretende dar ampla liberdade de atuação à Polícia Federal (PF) nas investigações. A posição foi confirmada pela assessoria do ministro à CNN Brasil.
De acordo com esses relatos, Mendonça tem avaliado o inquérito como o mais relevante de sua trajetória no STF e considera que o desfecho do caso deverá marcar sua biografia. Por isso, ele teria sinalizado a intenção de conduzir o processo com rigor e correção em todas as etapas.
André Mendonça
Foto: Victor Piemonte/STF
Mendonça adota linha distinta da de Toffoli
A postura do novo relator tem sido interpretada como um movimento de reforço à autonomia da PF, em contraste com decisões tomadas anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, que conduzia o caso. À época, Toffoli limitou o acesso da corporação a materiais apreendidos, determinando que documentos ficassem sob guarda do gabinete e que a análise fosse feita apenas por peritos designados pelo STF.
Reação interna no STF e debate sobre alcance das investigações
O encaminhamento dado por Mendonça também é visto como contraponto a críticas de outros integrantes da Corte em relação à condução do caso Master. Durante uma reunião reservada no STF, que discutiu a relatoria do inquérito, o ministro Alexandre de Moraes teria afirmado que alertou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de que a investigação não poderia avançar caso surgissem elementos envolvendo autoridades.
As diferentes visões entre ministros sobre o grau de liberdade a ser concedido à Polícia Federal reforçam a centralidade do caso do Banco Master no ambiente interno do STF e ajudam a explicar por que Mendonça considera o inquérito um ponto decisivo de sua atuação na Corte.