Britânica descobre gravidez ao dar entrada em hospital na Austrália durante mochilão
Hattie Sheppard, de 21 anos, procurou atendimento em Queensland com dor abdominal e suspeita de apendicite, mas exames mostraram que ela já estava em trabalho de parto
19/02/2026 às 08:40por Redação Plox
19/02/2026 às 08:40
— por Redação Plox
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A britânica Hattie Sheppard, de 21 anos, vivia o auge de um mochilão pela costa leste da Austrália quando uma forte dor abdominal mudou todos os seus planos. Durante a viagem com o namorado, Bailey Cheadle, ela passou a acreditar que tinha contraído uma virose estomacal. Ao chegar ao hospital, porém, descobriu que estava em pleno trabalho de parto — sem sequer saber que estava grávida.
Jovem de 21 anos não suspeitou que estava grávida, até o trabalho de parto
Segundo o site Kidspot, o caso foi classificado como gravidez críptica, quando a gestação passa despercebida por boa parte do período. Hattie viajava havia cerca de seis meses pela costa leste australiana, mantendo uma rotina típica de mochilão, com festas, passeios de barco e atividades ao ar livre.
Em julho de 2025, ela começou a sentir cólicas e mal-estar, sintomas que associou a uma virose. Mesmo após tomar analgésicos, as dores pioraram e se concentraram no lado direito do abdômen, levantando a suspeita de apendicite. Diante da intensidade dos sintomas, Hattie procurou atendimento no Hospital Universitário Gold Coast, em Queensland.
No hospital, os exames revelaram que ela estava em trabalho de parto. Durante o ultrassom, os médicos identificaram a presença do bebê, o que pegou a jovem completamente de surpresa. Hattie considerava a hipótese de gravidez improvável: usava anticoncepcional e não havia percebido sinais típicos, como aumento do volume abdominal ou movimentos fetais.
Placenta em posição incomum e bebê perto da coluna
Cerca de 10 horas depois do diagnóstico, a bebê nasceu. Posteriormente, Hattie foi informada de que a placenta estava posicionada na parte frontal do abdômen, o que pode ter dificultado a percepção dos movimentos do feto. Além disso, o bebê se desenvolvia mais próximo à coluna, o que ajudou a “esconder” qualquer mudança visível na barriga, de acordo com o jornal The Sun.
A menina recebeu o nome de Isla-Grace. Com a chegada inesperada da filha, o casal passou a organizar o retorno para casa, na cidade de Doncaster, levando consigo uma mudança completa de planos e de rotina. Em entrevistas, Hattie relatou que, após o choque inicial, passou a encarar a situação com naturalidade e felicidade.
O que é a gravidez críptica
De acordo com a American Pregnancy Association, a gravidez críptica, também chamada de oculta, ocorre quando a pessoa não percebe que está grávida até a metade da gestação (por volta da 20ª semana) ou, em casos mais raros, apenas no trabalho de parto.
A condição é considerada rara, mas possível. Ela afeta cerca de 1 em cada 400 a 500 gestações na 20ª semana e 1 em 2.500 no momento do parto. Entre as características mais comuns estão menstruações irregulares, ausência de sintomas clássicos de gravidez e até testes de gravidez com resultado negativo.
Doença de Graves e sinais confundidos
Hattie também convive com Doença de Graves, condição autoimune que afeta a tireoide e pode provocar sintomas como perda de peso, fadiga e tontura. Em alguns casos, a doença pode ainda dificultar a fertilidade, fator que contribuiu para que a jovem descartasse, desde o início, a hipótese de gravidez.
O pequeno ganho de peso registrado meses antes foi atribuído por ela a mudanças na alimentação e à rotina de exercícios físicos, e não à gestação. Assim, sinais que poderiam levantar suspeitas acabaram sendo confundidos com efeitos da doença e do próprio estilo de vida durante a viagem.