Carnaval 2026: estimativas projetam movimentação de R$18 bilhões pelo Brasil
Até 19/02, não há consolidação nacional de impostos recolhidos; estimativas apontam R$ 18,6 bilhões em movimentação econômica no país e projeções locais destacam Rio, São Paulo e Pernambuco
19/02/2026 às 12:55por Redação Plox
19/02/2026 às 12:55
— por Redação Plox
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Responder à pergunta “quanto foi arrecadado no Carnaval 2026?” depende de como se define arrecadação: se apenas como impostos efetivamente recolhidos (ISS, ICMS, taxas) ou como a movimentação econômica estimada gerada pelos gastos com transporte, hospedagem, alimentação e serviços. Até 19/02, o dado mais consistente e comparável em nível nacional são justamente as estimativas de movimentação econômica, com recortes por estados e capitais.
Projeção nacional: bilhões movimentados em fevereiro
No cenário brasileiro, levantamentos divulgados pelo governo federal e por órgãos estaduais e municipais indicam que o Carnaval de 2026 terá forte impacto na economia, com projeções bilionárias para o mês de fevereiro e para os principais destinos da folia.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do governo federal, o Carnaval 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões no Brasil em fevereiro. A estimativa se baseia em números atribuídos à FecomercioSP e em série histórica com dados do IBGE, citada na própria nota oficial.
Esses valores se referem à movimentação econômica no Carnaval 2026 pelo Brasil, não a um total de impostos já recolhidos. Em outras palavras, tratam-se de projeções do quanto a festa injeta em consumo e serviços no período.
Mais de 65 milhões de foliões curtiram a maior festa do planeta.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
Capitais e estados: onde a economia mais reagiu
Nos recortes regionais e locais, diferentes órgãos divulgaram seus próprios números, com metodologias e períodos de análise específicos. Alguns destaques ajudam a dimensionar o impacto da festa:
No Rio de Janeiro (capital), a Riotur e a Prefeitura estimam uma movimentação econômica de R$ 5,9 bilhões, em estudo batizado de “Carnaval de Dados”. O levantamento considera o período do pré-Carnaval, de 17/01 até 22/02, e projeta ainda um público total de cerca de 8 milhões de pessoas.
No Estado de São Paulo, a Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP), via CIET, aponta uma movimentação financeira direta estimada de R$ 7,3 bilhões, com 4,7 milhões de visitantes e ticket médio calculado por pessoa.
Em Pernambuco, o governo estadual projeta uma injeção de R$ 3,5 bilhões na economia, com foco na chamada “receita turística” e na ocupação da rede hoteleira, estimada em 95%.
Os valores não podem ser somados automaticamente, já que cada estado e município adotam metodologias e períodos de recorte diferentes. Ainda assim, ajudam a mostrar onde o Carnaval tem maior peso no turismo, nos serviços e no consumo.
O que falta saber sobre impostos e arrecadação real
Enquanto as projeções de quanto o Carnaval 2026 movimentou na economia já estão divulgadas, a arrecadação de impostos ainda não aparece consolidada nacionalmente nas publicações oficiais.
Dados específicos sobre ISS, ICMS e outras taxas costumam depender de balanços posteriores de secretarias de Fazenda e de Finanças, em estados e prefeituras. Por isso, a informação sobre impostos efetivamente arrecadados no Carnaval 2026 em “total Brasil” ainda está em apuração e deve ser conhecida apenas com relatórios finais.
Ao comparar números, também é preciso diferenciar se o dado se refere a “movimentação econômica”, “receita turística”, “faturamento” de um setor específico ou “arrecadação tributária”. Cada conceito mede uma parte diferente do impacto econômico da festa.
Como o impacto econômico chega ao dia a dia
Na prática, o efeito econômico do Carnaval 2026 se manifesta sobretudo no aumento da demanda em setores ligados ao turismo e aos serviços, na geração de renda para pequenos negócios e na ativação de contratos públicos temporários.
Entre os reflexos mais diretos estão o aumento de demanda e de preços em transporte, hospedagem e alimentação, beneficiando a cadeia de turismo e serviços; a geração de renda para pequenos empreendedores, como ambulantes, bares, restaurantes, costureiras, produtores culturais, empresas de logística e de eventos; e a pressão sobre serviços públicos de limpeza urbana, saúde, segurança e mobilidade, que, por sua vez, movimenta contratações extras e operações específicas para o período.
Em estados com grande fluxo de foliões, como São Paulo, Rio de Janeiro e destinos do Nordeste, as estimativas oficiais reforçam que o Carnaval permanece como um dos maiores picos anuais de turismo e consumo, com forte peso na economia do Carnaval 2026 pelo Brasil.
Os resultados positivos do Carnaval 2026 para o setor de turismo podem ser os maiores da série histórica iniciada há 15 anos.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
O que observar nos próximos balanços
Com parte do Carnaval 2026 ainda em curso ou em fase de fechamento operacional em várias cidades na data de 19/02/2026, os números consolidados tendem a ser divulgados apenas após o encerramento completo da folia.
Entre os próximos passos, está a acompanhar os balanços de arrecadação de impostos de secretarias de Fazenda estaduais e de Finanças municipais, especialmente em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Belo Horizonte. Esses relatórios devem detalhar quanto foi efetivamente recolhido em ISS, ICMS e taxas relacionadas ao período carnavalesco.
Também será importante seguir as atualizações de governos estaduais, prefeituras e entidades do setor de turismo para entender melhor os diferentes tipos de indicadores usados — de movimentação econômica total a receita turística e faturamento setorial — e como eles ajudam a responder, com mais precisão, quanto o Carnaval 2026 movimentou e quanto efetivamente gerou em arrecadação pelo país.