Caso Daiane: celular de corretora gravou quando síndico a atacou

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi atacada no subsolo do prédio em Caldas Novas (GO) após descer para verificar um corte de energia; suspeito confessou o crime

19/02/2026 às 12:52 por Redação Plox

A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta em um crime premeditado e por motivo torpe, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO). Imagens recuperadas do celular da vítima mostram que ela foi atacada pelo síndico Cleber Rosa ainda no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás.

Segundo a PCGO, imagens foram encontradas no celular da própria corretora. Vídeo mostra momento do ataque de síndico

Segundo a PCGO, imagens foram encontradas no celular da própria corretora. Vídeo mostra momento do ataque de síndico

Foto: Reprodução/Redes


De acordo com a corporação, Daiane gravou vídeos ao descer de elevador para verificar um corte de energia no apartamento, e as imagens foram enviadas a uma amiga. Um terceiro vídeo, porém, foi interrompido e registra a dinâmica do crime. O celular da corretora foi localizado na tubulação de esgoto do condomínio.

Ao sair do elevador com o telefone em mãos, Daiane flagrou Cleber no subsolo, já usando luvas. As imagens mostram o carro dele estacionado próximo aos quadros de energia, com a capota aberta. Ele atacou a corretora por trás e, no momento da agressão, estava encapuzado, conforme informou a polícia.

Corpo encontrado em área de mata

O corpo de Daiane foi encontrado pela Polícia Civil de Goiás em 28 de janeiro, em uma área de mata em Caldas Novas. Ela atuava como corretora de imóveis. Antes do desaparecimento, a vítima e o síndico já trocavam denúncias desde 2024, o que resultou em uma série de registros formais.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar a causa da queda de energia em seu apartamento. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria e conversando com o recepcionista sobre a falta de energia. Em seguida, ela voltou ao elevador e desceu em direção ao subsolo.

Segundo a família, não havia imagens de Daiane saindo do prédio ou retornando ao apartamento, o que aumentou o mistério sobre seu paradeiro. Ainda durante o trajeto, ela gravou um vídeo em que mostrava o imóvel sem energia e seguiu filmando até o elevador.

Segundo a PCGO, imagens foram encontradas no celular da própria corretora. Vídeo mostra momento do ataque de síndico

Segundo a PCGO, imagens foram encontradas no celular da própria corretora. Vídeo mostra momento do ataque de síndico

Foto: Reprodução



Rotina interrompida e buscas

Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas havia dois anos e administrava seis apartamentos da família no condomínio onde vivia. Ela e a mãe haviam combinado um encontro para 18 de dezembro, dia seguinte ao desaparecimento, para definir as locações dos imóveis no fim de ano. Quando a mãe chegou ao local, não encontrou a filha e um boletim de ocorrência foi registrado naquela noite.

De acordo com familiares, os vídeos enviados à amiga mostram que Daiane deixou a porta do apartamento aberta, o que indica que pretendia retornar em pouco tempo. Quando a família chegou ao imóvel, entretanto, a porta já estava trancada.

Os parentes informaram ainda que a polícia quebrou o sigilo bancário da corretora e constatou que não houve movimentações na conta dela após o desaparecimento. Varreduras foram realizadas no entorno do prédio, e o celular da vítima deixou de emitir sinais.

Confissão do síndico e dinâmica do crime

O corpo da corretora foi localizado 43 dias após o sumiço. O síndico confessou o assassinato. Segundo a investigação, ele próprio levou os policiais até a área de mata onde havia deixado o corpo da vítima, encontrado em avançado estado de decomposição.

Em depoimento, o homem afirmou que matou Daiane após uma discussão acalorada no subsolo do prédio, em 17 de dezembro, data em que ela foi vista pela última vez. Ele disse ter agido sozinho e relatou que, depois do crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.

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