Tatuadora alemã faz intervenção com tinta no globo ocular de tailandesa e caso viraliza

Lily Lu transformou a aparência do olho direito de Amorn, que nasceu sem visão e tinha coloração acinzentada; procedimento durou até 45 minutos

19/02/2026 às 13:10 por Redação Plox

Uma tatuadora alemã especializada em modificações corporais extremas realizou um procedimento inédito em sua carreira ao transformar a aparência do olho direito de uma mulher tailandesa com deficiência visual congênita. Conhecida nas redes sociais por intervenções ousadas, Lily Lu decidiu usar sua experiência para atender a um pedido que, pela primeira vez, tinha motivação que ia além da estética.


Procedimento estético durou 45 minutos e marcou a 1ª intervenção com objetivo de “ajuda médica” na carreira da tatuadora

Procedimento estético durou 45 minutos e marcou a 1ª intervenção com objetivo de “ajuda médica” na carreira da tatuadora

Foto: Instagram/Reprodução


Tatuadora experiente em modificações corporais extremas

Lily Lu tem 40 anos e atua há 25 no universo das modificações corporais. Ao longo da trajetória profissional, já tatuou corpos inteiros, aplicou implantes como chifres artificiais, alterou o formato de orelhas e realizou injeções de tinta em globos oculares — sempre com objetivos estéticos.

Nas redes sociais, onde compartilha seus trabalhos com mais de 100 mil seguidores, a artista consolidou a imagem de referência em intervenções radicais. Dessa vez, porém, o foco não estava apenas na aparência.

Cliente nasceu sem visão em um dos olhos

A tailandesa Amorn nasceu sem visão no olho direito, que apresentava uma coloração acinzentada. Incomodada com a aparência desde a infância, cresceu lidando com o impacto visual da condição e com a percepção de olhar constantemente “diferente” das demais pessoas.

Ao buscar orientação médica, ouviu que a única maneira de mudar a aparência seria substituir o globo ocular por uma prótese artificial. Sem se identificar com essa alternativa, decidiu procurar outra solução.

Foi nesse contexto que encontrou o trabalho de Lily Lu e passou a considerar a possibilidade de uma modificação com tinta no globo ocular como forma de suavizar o aspecto acinzentado.

Procedimento desafiador e inédito para a artista

Mesmo sem experiência prévia em intervenções com finalidade terapêutica, Lily aceitou o desafio. O procedimento de modificação no olho direito de Amorn durou entre 30 e 45 minutos e exigiu atenção redobrada.

A tatuadora reconheceu que não tinha certeza se a tinta seria capaz de cobrir de forma eficaz as áreas acinzentadas do olho da cliente. Como forma de proteger Amorn de um eventual resultado indesejado, afirmou que não cobraria pelo trabalho caso a transformação não fosse satisfatória.

Para a artista, o caso marcou uma mudança de perspectiva em sua atuação, ao aproximar seu trabalho de uma experiência descrita como “ajuda médica” pela primeira vez.

Comunicação, acolhimento e impacto emocional

Segundo Lily, a comunicação com Amorn exigiu esforço extra, já que a tailandesa tem conhecimento limitado de inglês. Ainda assim, conseguiu transmitir o desconforto acumulado desde a infância, ligado à aparência do olho e à sensação constante de pouca aceitação ao longo da vida.

Acostumada a trabalhar com clientes que buscam mudanças motivadas por preferências pessoais e estéticas, Lily encarou o caso como uma exceção. Em vez de apenas alterar a aparência, a intervenção tinha o objetivo de atenuar um incômodo psicológico que acompanhava a cliente desde muito jovem.

Resultado, reação nas redes e ampliação do debate

Após o procedimento, Amorn aprovou a transformação no olho direito. A experiência foi registrada e publicada nas redes sociais de Lily, gerando ampla repercussão entre os seguidores da artista.

Nas plataformas, usuários destacaram a iniciativa e apontaram que profissionais da modificação corporal têm encontrado alternativas para questões que, tradicionalmente, seriam resolvidas apenas por meio de cirurgias. Outros comentários elogiaram a criatividade do trabalho e celebraram a diferença alcançada com a intervenção.

O caso reforçou o debate sobre os limites entre estética e procedimentos com impacto funcional ou psicológico, em um cenário em que profissionais da modificação corporal conquistam visibilidade crescente.

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