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    Fazer lei que classifica toda atividade em essencial é a nova estratégia de Bolsonaro

    O presidente tem chamado esses prefeitos e governadores de “ditadores“

    Por Plox

    19/03/2021 23h06 - Atualizado há 6 meses

    Nesta sexta-feira(19), o presidente Jair Bolsonaro informou sobre uma nova estratégia para evitar que governadores e prefeitos impeçam que algumas pessoas possam exercer o seu trabalho em momentos como este de pandemia. Muitos são impedidos de trabalhar, porque sua atividade é considerada como não essencial.

    Para atingir esse objetivo, o presidente vai apresentar ao Congresso Nacional um projeto de lei que, segundo  o texto, vai classificar todo trabalho como sendo atividade essencial. O presidente tem defendido que não é justo que os brasileiros sejam impedidos de trabalhar por conta de decretos de governadores e prefeitos que restringem muitas categorias no setor produtivo, impedindo assim que muitos brasileiros consigam sobreviver. 

    Assista o vídeo:

     

    O presidente tem chamado esses prefeitos e governadores de “ditadores“. Para Bolsonaro, toda atividade que sirva para garantir a manutenção de uma família deve ser considerada essencial. Mas, de acordo com algumas informações que circulam em Brasília, esse projeto prevê várias medidas para que a pessoa possa exercer a sua atividade, mesmo durante uma situação como esta, de pandemia. 

    Durante a sua tradicional live nas redes sociais de quinta-feira, Bolsonaro abordou assunto dizendo que o projeto seria entregue hoje aos Parlamentares.

    "Eu vou apresentar amanhã (19/3) um projeto pedindo urgência para o Congresso Nacional definir o que é atividade essencial. Para mim, atividade essencial é toda aquela necessária para você levar um pão para dentro de casa. É toda aquela que serve para o cidadão botar pão na mesa. Então, tudo passa a ser atividade essencial" disse.

    Foto: Agência Brasil

     

    Outra ação do presidente Bolsonaro acerca da pandemia de covid é que ele convidou o presidente do STF Luiz Fux, o presidente do Senado Rodrigo Pacheco e também o presidente da Câmara Arthur Lira. Bolsonaro pretende fazer uma reunião com representantes de todos os poderes e disse que o objetivo seria criar um novo plano para o combate da pandemia de COVID-19 no Brasil.

    Mas, os ministros do Supremo Tribunal Federal já sinalizaram que não irão participar. Segundo eles, isso não é função do Tribunal, o que poderia ser visto como uma forma de validar decisões, que no futuro possam ser questionadas na justiça. 

    Mas a reunião parece que deve ocorrer entre o presidente da República, o presidente do Senado e o presidente da Câmara, já na próxima segunda-feira (22).   O encontro deve ocorrer no Palácio do Planalto.

    Gasolina 

    Também nesta quinta-feira, pela primeira vez no ano, a Petrobras anunciou uma redução no valor do preço da gasolina nas refinarias a partir deste sábado. O valor do diesel permanecerá estável.

    A redução em 5% representa uma queda de 14 centavos. Enquanto o diesel permanece valendo R$ 2,86, o preço médio da gasolina será de R$ 2,69 por litro.

    A gasolina sofreu, desde o início do ano, seis aumentos. 

    Em dezembro de 2020, o preço médio do litro do combustível era R$ 1,84 e o preço do óleo diesel era de R$ 2,02.

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