BH reforça orientações após contato com animais com risco de raiva

Além da imunização de cães e gatos, equipes de Saúde orientam a população sobre prevenção, recolhem morcegos e recomendam procurar centro de saúde após exposição; agressões por pets domiciliados exigem observação por 10 dias

19/03/2026 às 09:52 por Redação Plox

A Prefeitura de Belo Horizonte intensificou as orientações à população para reduzir a presença de morcegos em casas e orientar sobre a conduta correta após contatos ou acidentes com animais que podem transmitir raiva. A principal recomendação é buscar imediatamente um centro de saúde para avaliação médica em qualquer situação de risco, com atenção redobrada a mordidas, arranhões e contato direto com morcegos, além de agressões por cães e gatos.


BH promove vacinação emergencial contra raiva após caso no Barreiro

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Foto: Freepik


Monitoramento de morcegos e prevenção da raiva

Segundo a administração municipal, equipes de Saúde atuam tanto com ações de orientação preventiva quanto com monitoramento e recolhimento de morcegos, dentro das estratégias de vigilância para prevenção da raiva. Essas medidas buscam reduzir a circulação do vírus e orientar moradores sobre como proceder diante de situações de risco.

Em caso de acidente envolvendo animais potencialmente transmissores — como morcegos, cães ou gatos — a orientação é procurar um centro de saúde para avaliação do caso. A partir dessa análise, pode ser indicada a realização de profilaxia, que inclui vacina e, quando necessário, soro ou imunoglobulina antirrábica.

O que fazer após contato com animais suspeitos

Além da imunização dos animais, equipes da Saúde do município também repassam orientações à população sobre medidas para evitar a presença de morcegos nas residências. Em situações de contato ou acidente envolvendo animais potencialmente transmissores da raiva, como morcegos, cães e gatos, a orientação é procurar um centro de saúde para avaliação médica.

O atendimento pode incluir tratamento profilático, com aplicação de vacina ou soro antirrábico, quando indicado. O objetivo é reduzir ao máximo o risco de evolução para a doença, considerada grave e potencialmente fatal.

Nos casos de agressão por cães ou gatos domiciliados, o protocolo prevê que o animal seja observado em casa por um período de 10 dias. Se, durante esse período, apresentar sinais de doença, desaparecer ou morrer, é necessário acionar o serviço de Zoonoses ou procurar uma unidade de saúde para reavaliação do risco.

Vacinação antirrábica disponível o ano todo

A prefeitura informa que a vacina antirrábica para cães e gatos é oferecida durante todo o ano. As doses estão disponíveis nos Centros de Esterilização de Cães e Gatos e no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), permitindo que tutores mantenham a imunização dos animais em dia, mesmo fora de campanhas sazonais.

Para a população, o impacto prático dessas ações está em saber como agir rapidamente para reduzir o risco de uma doença grave e evitar condutas inadequadas, como tentar capturar morcegos sem orientação técnica. Diante de qualquer mordida, arranhão ou contato direto com animal suspeito, a recomendação é não esperar e procurar um centro de saúde o mais rápido possível.

Quando a agressão é causada por cão ou gato conhecido e domiciliado, a observação por 10 dias é parte do protocolo e ajuda a equipe de saúde a decidir sobre necessidade ou continuidade de medidas profiláticas. Já para tutores que perderam campanhas pontuais ou precisam atualizar a proteção do pet, a vacinação antirrábica gratuita pode ser buscada ao longo de todo o ano nos pontos de referência do município.

Como a população deve proceder

As orientações gerais da Prefeitura de Belo Horizonte incluem:

  • Manter a vacinação de cães e gatos em dia, recorrendo aos serviços municipais sempre que necessário.
  • Em caso de aparecimento de morcegos em casa ou outras situações de risco, seguir as orientações oficiais e buscar atendimento de saúde quando houver contato ou acidente.
  • Em agressões por cão ou gato domiciliado, observar o animal por 10 dias e informar a rede de saúde ou o serviço de Zoonoses se houver qualquer alteração no estado do animal, desaparecimento ou morte.

A combinação entre imunização dos animais, orientação à população e procura rápida por atendimento médico em situações de risco é apresentada pelo município como eixo central da prevenção da raiva em Belo Horizonte.

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