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O dólar inicia esta quinta-feira (19) em alta de 0,23%, negociado a R$ 5,2578, em um ambiente de forte cautela nos mercados globais após uma nova escalada de ataques contra a infraestrutura energética no Oriente Médio, o que volta a pressionar os preços do petróleo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
O Irã anunciou uma nova fase da guerra na região, passando a mirar instalações de energia no Golfo ligadas aos Estados Unidos, em resposta ao ataque de Israel ao maior campo de gás do mundo em território iraniano. A ofensiva provocou uma disparada nas cotações do petróleo e do gás natural.
O Brent, referência internacional, alcançou o maior patamar em mais de uma semana, ultrapassando os US$ 115 por barril. Por volta das 8h20 desta quinta, o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 16%, após ter chegado a subir 35% mais cedo.
No Brasil, o governo tenta conter uma alta do diesel em ano eleitoral, em meio à disparada do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. A proposta em discussão é zerar o ICMS sobre a importação do combustível até o fim de maio, com metade das perdas de arrecadação dos estados sendo compensada pela União.
Com poucos indicadores previstos no cenário doméstico, investidores direcionam a atenção para as decisões de juros de grandes economias, incluindo os anúncios do Banco do Japão (BoJ), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).
No Brasil, a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Dólar
Ibovespa
Segundo o Irã, a guerra no Oriente Médio entrou em uma nova etapa, com o anúncio de ataques a instalações de energia ligadas aos Estados Unidos, em retaliação a bombardeios contra sua própria infraestrutura, atribuídos a Israel com apoio americano.
A escalada começou após o ataque ao campo de gás South Pars, no Irã — o maior do mundo — e se intensificou com a resposta iraniana, que atingiu estruturas energéticas em países como Catar e Arábia Saudita, incluindo uma importante unidade de processamento de gás em território catariano.
Com isso, os preços do petróleo voltaram a disparar nesta quinta-feira, com o barril superando os US$ 115, enquanto o gás natural também registrou forte alta na Europa. O movimento reflete o temor de interrupções no fornecimento global de energia.
Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump teria apoiado a ofensiva inicial, mas agora tenta conter novos ataques a esse tipo de infraestrutura, enquanto avalia os próximos passos diante da reação iraniana.
Em Wall Street, os índices futuros apontavam para uma abertura em queda, refletindo a intensificação das tensões no Oriente Médio após os novos ataques a ativos estratégicos do setor de petróleo.
Por volta das 9h27 (horário de Brasília), o Dow Jones futuro recuava 0,38%, o S&P 500 caía 0,45% e o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,61%.
Na Europa, as principais bolsas também operavam no vermelho, em meio às preocupações geopolíticas e à cautela com a inflação. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra decidiu, por unanimidade, manter os juros, diante dos riscos inflacionários associados à guerra no Oriente Médio. Parte dos dirigentes sinalizou inclusive a possibilidade de novas altas, o que provocou forte venda de títulos públicos de curto prazo.
Entre os principais índices europeus, o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 2,40%; o DAX, da Alemanha, caía 2,41%; e o CAC 40, da França, tinha baixa de 1,77%.
Na Ásia, os mercados acionários fecharam em baixa nesta quinta-feira, com investidores mais cautelosos diante da escalada do conflito e das incertezas sobre a economia global.
Em Xangai, o principal índice caiu 1,4%, aos 4.006 pontos, após ter operado abaixo dos 4.000 pontos durante o pregão. O CSI300 recuou 1,6%, a 4.583 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, enquanto, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos. Também houve perdas na Coreia do Sul (-2,7%), em Taiwan (-1,9%), na Austrália (-1,6%) e em Cingapura (-0,8%).