STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um homem de 25 anos foi preso nesta quinta-feira (19/3) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, suspeito de agredir, arrastar e despejar diesel sobre o corpo da companheira, de 47 anos. Segundo a polícia, ele também ameaçou incendiar a vítima, a casa da família e o próprio carro, trancando-se em seguida dentro do veículo, onde acabou se entregando após negociação com policiais militares.
Homem foi preso por tentativa de feminicídio e lesão corporal ao agredir e despejar combustível sobre corpo da mulher em São José dos Campos.
Foto: Divulgação / Polícia Militar.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência chegou como denúncia de agressão e possível tentativa de incêndio no Residencial São Francisco. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Ricardo Tomaz Rodrigues trancado dentro do carro, enquanto a companheira permanecia do lado de fora, tentando impedi-lo de provocar uma tragédia.
A polícia informou que o suspeito portava um isqueiro e ameaçava atear fogo em si e na mulher. O veículo estava completamente coberto por diesel, tanto na parte interna quanto externa, o que aumentava o risco de explosão e de ferimentos graves.
Aos policiais, a vítima relatou que havia discutido com o companheiro pouco antes da chegada da PM. Durante o conflito, ele tentou sair com o carro da família e, ao ser impedido, a arrastou e despejou diesel sobre ela e sobre o veículo. A mulher sofreu lesões leves, segundo o registro policial.
Segundo a polícia, houve uma negociação para que Ricardo deixasse o carro e se rendesse. Após sair do veículo, ele resistiu à prisão, chegando a chutar e socar a divisória do compartimento destinado a presos na viatura.
Na delegacia, a vítima declarou que teve o celular arremessado para o imóvel de um vizinho durante a confusão. Ela solicitou medida protetiva contra o suspeito. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que ainda será analisada pela Justiça.
O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como tentativa de feminicídio, além dos crimes de lesão corporal, desobediência e dano. A investigação segue em andamento para apurar todas as circunstâncias da agressão e das ameaças.