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Duas crianças, irmãos de 9 e 11 anos, morreram em um incêndio em um apartamento no Residencial Ignêz Andreazza, no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife, na madrugada desta quinta-feira (19). As vítimas dormiam no mesmo quarto, no segundo andar do bloco, e teriam tentado escapar pela janela, mas não conseguiram.
Duas crianças morrem tentando fugir de incêndio no residencial Ignêz Andreazza
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O fogo teria começado por volta de 3h30 em um apartamento no Bloco 342, no Módulo 1 do residencial, próximo à Rua Tapajós. As crianças estavam no quarto, no segundo andar do bloco, e teriam tentado fugir pelas grades da janela.
No imóvel também viviam três adultos, que ficaram feridos e foram socorridos. Equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local para conter as chamas, e o Samu também foi acionado para o atendimento às vítimas.
Segundo as informações reunidas no comando atribuído às equipes de emergência e à unidade hospitalar, os feridos são dois homens, de 78 e 39 anos, e uma mulher, de 44 anos. Eles foram encaminhados ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife.
A unidade de saúde teria confirmado a entrada dos três pacientes e o atendimento em andamento, mas, até a última atualização, não havia detalhes sobre o estado de saúde deles.
A Polícia Civil apura o caso por meio da Delegacia de Afogados.
O relato aponta que o apartamento tinha grande quantidade de eletrônicos, eletrodomésticos antigos e entulho, o que pode ter contribuído para a rapidez de propagação das chamas e dificultado a fuga dos moradores. O acúmulo de materiais e a presença de equipamentos elétricos em excesso são considerados fatores de risco em incêndios domésticos.
A perícia técnica identificou rachaduras graves no apartamento localizado no andar superior ao imóvel atingido pelo fogo. Por causa disso, dois apartamentos foram interditados pela Defesa Civil.
O Residencial Ignêz Andreazza é descrito como um conjunto habitacional antigo, de grande porte e alta densidade de moradores. Em estruturas desse tipo, situações como janelas gradeadas, rotas de fuga limitadas, instalações elétricas antigas e armazenamento irregular de materiais podem agravar tragédias em caso de incêndio.
O foco inicial das chamas teria começado próximo à porta do quarto onde estavam as duas crianças que morreram, informação que ainda depende da conclusão oficial da perícia para ser confirmada.
A causa exata do incêndio ainda não foi definida. A expectativa é que a perícia aponte a origem do fogo e as circunstâncias que levaram à morte das crianças e aos ferimentos dos adultos.
Entre as providências consideradas importantes estão a divulgação, pelos órgãos oficiais, de um laudo preliminar sobre o incêndio, o esclarecimento do estado de saúde dos feridos e a indicação de medidas de prevenção a serem adotadas no residencial.
Também é apontada como necessária a possível realização de vistorias ampliadas em outros blocos do conjunto, diante do risco relatado de acúmulo de materiais e das irregularidades estruturais observadas.