Câmara de Ipatinga aprova adoção exclusiva da carteira nacional para pessoas com TEA

Projeto unifica identificação ao modelo da CIPTEA e encerra emissão de documento municipal, com redução de custos e fim de duplicidade

19/03/2026 às 06:07 por Redação Plox

Ipatinga deu mais um passo na política de inclusão ao aprovar, em duas votações, o projeto que unifica a identificação das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ao modelo nacional, garantindo validade em todo o país.

Na prática, o município passará a adotar exclusivamente o documento nacional, deixando de emitir uma carteira paralela de âmbito local.

Na prática, o município passará a adotar exclusivamente o documento nacional, deixando de emitir uma carteira paralela de âmbito local.

Foto: Divulgação


De autoria da Prefeitura, o Projeto de Lei nº 022/2026 adequa a legislação municipal à Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), instituída pela Lei Federal nº 13.977/2020. Na prática, o município passará a adotar exclusivamente o documento nacional, deixando de emitir uma carteira paralela de âmbito local.

A mudança elimina a duplicidade de procedimentos e contribui para a redução de custos administrativos. Ao concentrar a identificação em um único documento, a política pública ganha em eficiência e alcance, uma vez que a CIPTEA já pode ser solicitada gratuitamente pelas plataformas estaduais e nas unidades do UAI.

Projeto tem aval das comissões e não reduz direitos

O parecer das comissões da Câmara foi favorável ao projeto, ressaltando a constitucionalidade da proposta e a necessidade de atualização da legislação municipal diante da existência de normas federais e estaduais mais abrangentes.

A alteração não retira garantias já asseguradas às pessoas com TEA. O cartão de estacionamento continuará sendo emitido no município, mas passará a exigir a apresentação da CIPTEA nacional como documento de referência.

Padronização nacional e consolidação de direitos

O vereador Avelino Cruz, que na legislatura passada havia apresentado uma proposta com objetivo semelhante, avalia que a medida consolida um direito já estabelecido. Ele lembra que o município foi pioneiro ao criar uma carteira própria antes da regulamentação em níveis estadual e federal e, agora, passa a integrar um modelo unificado.

Não estamos retirando direitos. Estamos consolidando um direito que foi sendo construído ao longo do tempo — Avelino Cruz

O parlamentar também aponta que, com a emissão da carteira pelo Estado, havia sobreposição de processos e custos adicionais para a administração municipal.

Avelino destaca ainda a relevância da padronização nacional para o dia a dia das pessoas com TEA e suas famílias.

Com a aprovação na Câmara, o texto segue agora para sanção do Executivo e, após esse procedimento, passará a entrar em vigor no município.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a