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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem previsão de visitar a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (20), para uma agenda dedicada à energia solar e a investimentos da Petrobras em Minas Gerais. A programação inclui a inauguração de uma usina fotovoltaica vinculada ao complexo industrial.
Regap, em Betim
Foto: Geraldo Falcão/Petrobras
De acordo com informações internas do PT em Minas, Lula deve retornar ao estado no fim de março para compromissos em Betim e em Sete Lagoas. Em Betim, o eixo da agenda é a usina fotovoltaica ligada à Regap, em linha com o esforço da Petrobras de ampliar a participação de fontes renováveis no abastecimento de suas operações.
No entorno da refinaria, a companhia vem divulgando que a Regap, que se estende por áreas de Betim, Ibirité e Sarzedo, faz parte de um conjunto de ações voltadas à descarbonização. Nesse pacote, está a implantação da que a empresa apresenta como sua “primeira usina fotovoltaica” na região da refinaria, com o objetivo de reduzir emissões ao substituir parte do consumo de gás natural por energia elétrica de origem solar.
O projeto coloca a Regap no centro do debate sobre transição energética na Grande BH e conecta a presença do presidente a um pacote mais amplo de investimentos da Petrobras em Minas Gerais.
Em página institucional sobre a atuação em Minas Gerais, a Petrobras associa a usina fotovoltaica da área da Regap a metas de redução de emissões. Segundo a empresa, a estrutura deve permitir uma queda de cerca de 7.800 toneladas de CO₂ por ano, em uma área de 19 hectares, com investimento estimado em US$ 12,7 milhões.
Esse tipo de projeto reforça a estratégia de diminuir a dependência de combustíveis fósseis nos processos internos, ao mesmo tempo em que amplia o uso de energia limpa em unidades consideradas estratégicas para o abastecimento de combustíveis na Região Sudeste.
Além da programação em Betim, lideranças petistas citam previsão de participação de Lula em Sete Lagoas, onde o presidente poderia acompanhar a entrega de ônibus escolares produzidos em fábrica da Iveco. A presença no município se somaria ao roteiro voltado a infraestrutura, indústria e transição energética em Minas Gerais.
Enquanto o debate sobre investimentos da Petrobras avança, o tema dos combustíveis segue em destaque na esfera da defesa do consumidor. Em 11 de março de 2026, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais registrou que o aumento de preços passou a ser monitorado pelo Procon Assembleia, após alerta da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça.
O órgão estadual indicou que vai acompanhar dados de preços e oscilações no mercado, com foco em identificar indícios de práticas como formação de cartel. Caso sejam identificados sinais de aumentos abusivos ou coordenados, o Procon Assembleia pode encaminhar apurações a instâncias competentes, em alinhamento com as orientações da Senacon.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a possível visita de Lula à Regap tende a mobilizar esquema especial de segurança e alterar o trânsito no entorno do complexo industrial em Betim. Ao mesmo tempo, a agenda reforça o peso econômico da refinaria e projeta a região como vitrine da política de transição energética e dos investimentos da Petrobras em Minas.
Para o consumidor, a pauta dos combustíveis se mantém sensível. O acompanhamento de preços por Procons e demais instituições tem potencial para influenciar o debate público sobre reajustes, competitividade no setor e eventuais abusos, em um momento em que a própria Petrobras busca associar parte de seus investimentos à redução de emissões e à diversificação da matriz energética.
Como a ida de Lula a Betim e a Sete Lagoas ainda é tratada como “pré-agenda”, a confirmação oficial da viagem depende da publicação na agenda do Palácio do Planalto. Também seguem em apuração detalhes consolidados sobre volumes totais de investimentos e projeções de geração de empregos, que devem ser confirmados em comunicados oficiais antes de serem apresentados como dados fechados.
Enquanto isso, a expectativa em Minas Gerais se concentra na combinação entre novos projetos de energia limpa em áreas estratégicas como a Regap e o reforço na fiscalização de preços de combustíveis, numa tentativa de equilibrar transição energética, competitividade e defesa do consumidor.