Master e JBS pagaram R$ 18 milhões a consultoria que contratou filho de Nunes Marques, do STF, diz revista

Segundo a Revista Oeste, repasses ao longo de agosto de 2024 a julho de 2025 foram feitos à Consult Inteligência Tributária, que teria realizado 11 pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques; não há confirmação documentada em fontes oficiais abertas sobre origem e justificativas

19/03/2026 às 13:59 por Redação Plox

Repasses milionários atribuídos ao Banco Master e à JBS para uma consultoria privada, que por sua vez teria efetuado pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, entraram no centro do debate político e jurídico nesta quinta-feira (19). A movimentação foi revelada por reportagem que cita dados de inteligência financeira e descreve operações consideradas incompatíveis com o faturamento declarado da empresa.

Master e JBS pagaram R$ 18 milhões a empresa que contratou filho de Nunes Marques, do STF

Master e JBS pagaram R$ 18 milhões a empresa que contratou filho de Nunes Marques, do STF

Foto: Divulgação: STF


Repasses de R$ 18 milhões e pagamentos ao filho de ministro

De acordo com reportagem da Revista Oeste, o Banco Master e a JBS teriam transferido R$ 18 milhões à Consult Inteligência Tributária entre agosto de 2024 e julho de 2025. Ainda segundo o texto, a consultoria teria feito 11 pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A mesma publicação afirma que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) teria identificado movimentações “incompatíveis” com o faturamento da consultoria. Esse tipo de sinalização costuma embasar comunicações de inteligência e pedidos de apuração por autoridades competentes. No material de acesso público, porém, a reportagem não detalha número de relatório, procedimento relacionado ou a íntegra do documento.

O Banco Master já vinha sendo citado em investigações de crimes financeiros. Em 18/11/2025, a Agência Brasil registrou declaração de um diretor da Polícia Federal estimando que fraudes sob apuração poderiam chegar a R$ 12 bilhões, em investigação conduzida por PF, Banco Central e Coaf. Esse histórico aumenta a sensibilidade pública em torno de novas transações envolvendo o banco e possíveis vínculos com agentes públicos.

Falta de confirmação oficial sobre repasses e alerta do Coaf

Até o momento desta apuração, não há, em fontes oficiais abertas consultadas, confirmação pública e documentada sobre três pontos centrais:

  • a origem exata dos R$ 18 milhões, incluindo contratos, notas fiscais e objeto dos serviços prestados;
  • a natureza e a justificativa dos pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques;
  • a existência e o teor do suposto alerta do Coaf mencionado na reportagem.

Como checagem preliminar, a Consult Inteligência Tributária mantém site institucional com endereço em Alphaville/Barueri (SP) e descrição de atuação em gestão e consultoria tributária. Bases públicas de cadastro empresarial, como a Casa dos Dados, exibem o CNPJ associado ao nome empresarial citado, com informações sobre situação cadastral e CNAEs. Esses registros, porém, não trazem detalhes sobre contratos firmados, carteira de clientes ou volume de movimentações financeiras.

Ainda são necessárias buscas adicionais para localizar manifestações formais – como notas oficiais, respostas a questionamentos, registros em processos ou comunicados a órgãos públicos – por parte do Banco Master, da JBS, da Consult Inteligência Tributária, do STF/assessoria do ministro e do próprio advogado citado. Também segue em aberto a confirmação sobre eventual procedimento oficial, administrativo ou judicial, especificamente ligado a esses repasses e pagamentos.

Risco de conflito de interesses e pressão por transparência

No plano institucional, a menção a pagamentos envolvendo parente de ministro do STF costuma acionar questionamentos sobre possível conflito de interesses, mesmo quando se trata de atividade profissional lícita. Casos dessa natureza tendem a motivar pedidos de esclarecimento, medidas adicionais de transparência e, em alguns episódios, discussões sobre impedimentos em julgamentos que envolvam partes relacionadas.

Para empresas e instituições financeiras, a citação em relatórios de inteligência financeira e reportagens desse tipo costuma gerar pressão interna por auditorias, revisão de contratos e reforço de mecanismos de compliance, além de potenciais danos reputacionais. No campo político, o episódio pode alimentar requerimentos de informação, convocações em comissões e cobranças de órgãos de controle por apurações formais, sobretudo se vierem a público documentos como contratos, notas fiscais e relatórios de inteligência que sustentem as alegações.

Linhas de apuração em aberto

Entre os próximos passos apontados por especialistas e por rotinas de apuração jornalística, estão a busca por documentos que confirmem valores, períodos e serviços prestados; a oitiva formal de Banco Master, JBS, Consult Inteligência Tributária, Kevin de Carvalho Marques e, quando couber, do STF ou de sua assessoria; e a verificação da existência de inquéritos, procedimentos no Ministério Público, CPIs ou ações judiciais que tratem diretamente dos repasses destacados.

Também segue em aberto o esforço de contextualizar a atuação da consultoria, mapeando se há histórico de contratos semelhantes com grandes grupos econômicos, de forma a distinguir operações típicas do setor de consultoria tributária de eventuais movimentações atípicas de alto valor como as atribuídas a Master e JBS no total de R$ 18 milhões.

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