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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, a Operação Copium para apurar um esquema de fraude na concessão de pensão por morte do INSS na Grande Vitória, no Espírito Santo. Segundo a investigação, uma mesma pessoa teria utilizado identidades diferentes para receber o benefício de forma indevida.
O prejuízo inicialmente identificado ultrapassa R$ 600 mil, valor que pode aumentar à medida que as diligências avançam e novos envolvidos sejam localizados. A suspeita é de uso de múltiplas identidades para burlar o sistema previdenciário e manter pagamentos irregulares de pensão por morte.
Segundo a investigação, uma mesma pessoa teria usado identidades diferentes para receber indevidamente o benefício
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
No contexto da Operação Copium, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal. A medida tem como foco um possível esquema em que a investigada teria apresentado documentação e dados com identidades distintas para obter e manter o recebimento do benefício.
De acordo com a linha de investigação descrita no comando, o caso começou a ser apurado em 2023, a partir de desdobramentos de outra investigação conduzida em Minas Gerais, que já apontava irregularidades em benefícios previdenciários nos dois estados.
Em situações semelhantes já registradas no Espírito Santo, o governo federal informou que investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários tiveram início em 2023, com suspeitas envolvendo pensão por morte e uso de documentos falsos, incluindo certidões e processos com irregularidades, além de medidas como afastamento de servidor quando cabível.
Para o público, o INSS mantém orientações sobre o pedido de pensão por morte, com ênfase na necessidade de envio de documentação correta e legível, inclusive em requerimentos feitos pela plataforma Meu INSS. O procedimento reforça a importância da conferência e validação de documentos em processos desse tipo.
Para segurados e famílias que dependem da pensão por morte, a operação não altera as regras do benefício, mas chama atenção para o cuidado com as informações e documentos apresentados nos pedidos. Em caso de exigências formais do INSS, é fundamental responder dentro do prazo e anexar documentos legíveis e consistentes.
Do ponto de vista dos cofres públicos, o prejuízo estimado acima de R$ 600 mil tende a impulsionar o aperfeiçoamento de auditorias e cruzamentos de dados em benefícios com indícios de irregularidade. A apuração de fraudes em pensão por morte na Grande Vitória pode levar à ampliação de mecanismos de controle sobre benefícios previdenciários.
Na região da Grande Vitória, a Operação Copium pode resultar em novas fases, com eventuais novas buscas, oitivas e perícias. Se as suspeitas forem confirmadas, a investigada poderá ser responsabilizada por falsificação de documentos, uso de documento falso e estelionato previdenciário, tipificações comuns em esquemas de fraude contra a Previdência Social.
A Polícia Federal deve aprofundar a análise dos documentos e dados apreendidos, com cruzamento de informações em bases previdenciárias e registros civis. A investigação pode avançar para identificar outros beneficiários, possíveis intermediários e eventual participação de terceiros na produção ou fornecimento de documentos utilizados no esquema. Novas informações poderão atualizar o alcance da fraude em pensão por morte do INSS na Grande Vitória e o número de envolvidos.