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O outono de 2026 começa nesta sexta-feira (20), às 11h46 (horário de Brasília), segundo a marcação astronômica do CPTEC/INPE. A nova estação, porém, não deve trazer imediatamente o alívio térmico esperado: modelos meteorológicos recentes indicam que as temperaturas tendem a ficar acima da média histórica em boa parte do Brasil nos próximos meses.
Entre abril, maio e junho, a projeção é de calor persistente, com destaque para abril, que deve ser o mês mais parecido com o verão dentro do outono, mantendo tempo abafado, céu carregado à tarde e pancadas de chuva em diversas áreas do país. Um resfriamento mais perceptível só é esperado de forma gradual ao longo de maio, quando os dias encurtam, o sol perde intensidade e as noites começam a ficar mais frescas, sobretudo no Sul e nas áreas de maior altitude do Sudeste.
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Foto: Reprodução
A virada de estação ocorre em um cenário de transição lenta entre o padrão típico do fim do verão — calor intenso e umidade elevada — e o regime mais seco e ameno que costuma se consolidar no outono, principalmente no interior do Sudeste e do Centro-Oeste.
No recorte regional, a tendência é de que cidades de Minas Gerais e São Paulo ainda enfrentem tardes quentes e sensação de abafamento ao longo de abril. A mudança mais clara no padrão térmico deve surgir apenas mais adiante, com a entrada mais frequente de massas de ar frio e a redução das horas de sol. As projeções são de longo prazo e podem sofrer ajustes nas próximas semanas, mas, por ora, não há indicação de queda duradoura das temperaturas no curto prazo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) publicou, em 11 de março, o Boletim Agroclimatológico Mensal com a tendência para o trimestre março/abril/maio de 2026, documento voltado ao planejamento no campo e à indicação de cenários climáticos para o período.
O CPTEC/INPE, por sua vez, mantém notas técnicas de previsão climática sazonal e a referência astronômica para o início das estações. Para 2026, o início do outono está estabelecido para 20 de março, às 11h46.
No plano global, a NOAA, por meio do Climate Prediction Center, indica que a La Niña seguiu atuando em fevereiro de 2026, mas aponta uma transição para condições de ENSO-neutro no curto prazo. Mais adiante, o órgão trabalha com a possibilidade de desenvolvimento de El Niño entre junho e agosto de 2026, com probabilidade de persistência até o fim do ano.
O prolongamento do calor no início do outono deve ser sentido de forma direta em saúde, rotina e consumo, sobretudo em Minas Gerais e São Paulo. A manutenção de temperaturas acima do normal tende a intensificar o desconforto térmico, prejudicar a qualidade do sono e elevar o risco de desidratação, com atenção especial para idosos e crianças.
Ainda que a chuva caminhe para um padrão mais irregular, o modelo de pancadas de fim de tarde pode seguir atuando em abril em diversas áreas, aumentando a chance de alagamentos pontuais e transtornos no trânsito. Ao mesmo tempo, a necessidade mais prolongada de ventiladores e ar-condicionado deve se refletir no consumo de energia.
No campo, o boletim do INMET é ferramenta importante para o planejamento de plantio e manejo, já que a distribuição de chuva e a persistência do calor interferem diretamente nas janelas de operação e nas condições das lavouras.
Como as previsões sazonais são probabilísticas e passam por atualizações conforme novos dados entram nos modelos, a orientação é acompanhar boletins semanais e mensais do INMET e as notas técnicas do CPTEC/INPE ao longo do outono.
A transição de La Niña para neutralidade e a possível evolução para El Niño ao longo de 2026 é um fator de peso na organização dos padrões de chuva e temperatura. A NOAA já indica esse cenário em suas discussões diagnósticas, o que reforça a necessidade de monitoramento constante por parte de gestores públicos, setor produtivo e população em geral.
Em Minas Gerais e São Paulo, o calor fora do padrão previsto para o começo do outono também pode pressionar atendimentos de saúde ligados a mal-estar e desidratação, além de influenciar o consumo de energia e motivar alertas de Defesa Civil em episódios de chuva forte no fim da tarde.