STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, na manhã desta quinta-feira (19), uma operação voltada ao combate a crimes de extorsão praticados no ambiente digital. A ação aconteceu simultaneamente em Nova Era e João Monlevade e resultou na prisão preventiva de três homens suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em chantagear vítimas após obter acesso ilegal a conteúdos privados.
O material eletrônico é tratado como peça essencial para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar o alcance da rede de extorsão na região
Foto: Lindiomar Reis
Segundo as investigações preliminares, o grupo utilizava técnicas de invasão digital (hacking) para acessar fotos íntimas das vítimas. De posse do material, os suspeitos passavam a exigir altas quantias em dinheiro para não divulgar as imagens em redes sociais ou para familiares dos envolvidos.
Durante as diligências desta quinta-feira, dois suspeitos foram detidos em Nova Era e um em João Monlevade. A operação ocorre na região do Médio Piracicaba, onde a atuação da quadrilha vinha sendo monitorada pelos investigadores.
Além das prisões, os policiais civis apreenderam um veículo da marca Audi, apontado como supostamente adquirido com valores obtidos por meio dos crimes. Também foram recolhidos diversos aparelhos celulares, que passarão por perícia técnica.
O material eletrônico é tratado como peça essencial para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar o alcance da rede de extorsão na região.
A ocorrência segue em andamento. Os presos foram encaminhados para a delegacia de João Monlevade, onde prestam depoimento antes de serem transferidos para o sistema prisional.
A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham passado por situações semelhantes procurem a unidade policial mais próxima para registrar a ocorrência, com a garantia de sigilo absoluto durante as investigações.
A operação foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Belo Horizonte, com apoio de investigadores de Nova Era e João Monlevade.