STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), recuperou duas cargas de medicamentos oncológicos roubadas na Região Metropolitana do Rio. As ações ocorreram em 18 de março de 2026 e envolveram pontos diferentes da capital e da Baixada Fluminense, de acordo com o relato inicial do caso.
Polícia recupera carga de R$ 1,3 milhão em remédios para câncer
Foto: Reprodução / PCERJ
No primeiro episódio, o roubo teria começado em Benfica, na Zona Norte do Rio. Após diligências, os agentes localizaram os remédios na comunidade da Vila do João, na região de Manguinhos. A carga, estimada em cerca de R$ 80 mil, teria sido recuperada integralmente.
Já o segundo crime teria ocorrido na Rodovia Rio–Magé. Após monitoramento, equipes da DRFC encontraram outra carga de medicamentos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O prejuízo evitado foi estimado em aproximadamente R$ 1,3 milhão.
Somadas, as duas ocorrências representam mais de R$ 1,3 milhão em medicamentos oncológicos destinados ao tratamento de pacientes com câncer. A atuação rápida da Polícia Civil foi decisiva para impedir o desvio e a possível revenda desses remédios no mercado ilegal, segundo a descrição preliminar do caso.
A expectativa é obter dados formais que detalhem a operação da DRFC, a lista de medicamentos (sem exposição de informações sensíveis), a empresa responsável pelo transporte e eventuais prisões ou autuações por receptação.
Embora não haja, até a última verificação, registro específico desse caso no canal oficial da Polícia Civil sobre a data mencionada, a DRFC mantém histórico de operações de combate ao roubo de cargas na capital e na Região Metropolitana, com divulgação no site institucional.
Em paralelo, a Anvisa mantém uma base pública para registros de roubos, furtos e extravios de medicamentos, utilizada para checagem de lotes e identificação de produtos desviados quando há divulgação de dados técnicos, como números de lote e notas fiscais.
Medicamentos oncológicos costumam ter alto custo e exigem logística rigorosa, incluindo controle de temperatura e armazenamento adequado. Quando desviados, podem provocar desabastecimento pontual, atraso em tratamentos e aumento de pressão sobre o sistema de saúde, especialmente em serviços que dependem de entregas programadas.
Além disso, a circulação no mercado ilegal amplia o risco sanitário: remédios roubados podem ser armazenados sem controle técnico, comprometendo a eficácia e podendo causar danos ao paciente. A orientação para clínicas, hospitais e transportadoras, em casos de roubo, inclui a checagem de lotes, a comunicação rápida a órgãos competentes e o uso de bases públicas, como a da Anvisa, para rastrear possíveis tentativas de revenda irregular.
Permanece em aberto a informação sobre a necessidade de condições especiais de armazenamento desses medicamentos e se, após a recuperação, há possibilidade de uso seguro no tratamento dos pacientes para os quais eram originalmente destinados.