STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (19), reacendendo o alerta global sobre a oferta de energia após uma nova onda de ataques a instalações no Oriente Médio. O Brent, referência internacional, voltou a operar acima de US$ 115 por barril, no maior patamar em mais de uma semana, impulsionado pela escalada do conflito entre Irã e Israel e por relatos de danos em pontos estratégicos de gás e refino na região.
Relatos reunidos pela Associated Press indicam que o Irã intensificou ofensivas contra instalações energéticas em países do Golfo. Um ataque por drone atingiu a refinaria SAMREF, no porto de Yanbu, na Arábia Saudita, às margens do Mar Vermelho.
Também segundo a AP, houve incidentes na área de Ras Laffan, no Catar, um dos maiores polos de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, além de ataques a refinarias no Kuwait, com registro de incêndio em Mina al-Ahmadi.
O pano de fundo da tensão é o ataque ao campo de gás de South Pars, no Irã, que elevou a percepção de risco de interrupções prolongadas na oferta e no transporte de energia em uma das regiões mais sensíveis para o mercado global de petróleo e gás.
A disparada do Brent mexe diretamente com a conta de combustíveis no Brasil. Quando a cotação internacional sobe forte, o custo de reposição de gasolina e diesel tende a aumentar para distribuidoras e importadores.
Mesmo que o repasse não seja imediato nas bombas, a pressão se acumula ao longo da cadeia e pode acelerar reajustes nas semanas seguintes, a depender da política de preços adotada pelas refinarias e do comportamento do câmbio.
No caso do diesel, a alta costuma ter efeito em cascata sobre o frete rodoviário, encarecendo o transporte de hortifrutis, proteínas e produtos industriais. Esse movimento pode se traduzir em inflação de curto prazo, especialmente em itens mais sensíveis ao custo logístico.
Para entender como o novo choque do petróleo pode bater no bolso, o consumidor pode acompanhar alguns indicadores-chave:
A escalada no Oriente Médio reforça a percepção de risco de oferta para o Brent, justamente o tipo de petróleo mais exposto às rotas marítimas da região. Ao mesmo tempo, o WTI, referência dos Estados Unidos, tem sido negociado com desconto maior em relação ao Brent, em meio à liberação de reservas estratégicas pelos EUA e a custos elevados de transporte.
Analistas de mercado seguem monitorando possíveis novas ofensivas contra refinarias, terminais e rotas de exportação, bem como reações diplomáticas e militares que possam agravar ou aliviar a pressão sobre os preços.
Acompanhando a evolução do cenário, a apuração tende a se concentrar em três frentes principais:
Simulações de impacto — como o efeito de um aumento de US$ 10 no barril sobre o custo do diesel e da gasolina — dependem de premissas claras sobre câmbio, frete, impostos e política de preços, e serão atualizadas conforme as cotações forem se consolidando.