Primeira sessão presidida por Erika Hilton na comissão tem bate-boca e acusações de transfobia

Reunião na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara, foi marcada por confronto entre parlamentares após eleição contestada pela oposição; deputadas falaram em violência política de gênero.

19/03/2026 às 08:30 por Redação Plox

A primeira sessão presidida pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, foi marcada por tensão, bate-boca e acusações de transfobia. A reunião, realizada após sua eleição para o comando do colegiado, expôs a divisão entre parlamentares e reacendeu o debate sobre a presença de uma mulher trans à frente de um espaço dedicado à formulação de políticas para mulheres.

Eleição sob contestação e clima de confronto

A escolha de Erika Hilton para presidir a comissão ocorreu em 11 de março de 2026, em uma sessão descrita como polêmica. Durante a votação, deputadas da oposição reagiram ao resultado e contestaram a legitimidade de sua indicação, argumentando que o posto deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero.

A disputa foi apertada e revelou uma forte divisão interna no colegiado, com manifestações explícitas de insatisfação. Relatos indicam que, nos bastidores, houve articulações para tentar barrar a eleição de Hilton, o que acabou ampliando o desgaste político e projetando o tema para além da comissão.

O embate sobre quem deveria comandar o colegiado transbordou para a primeira sessão sob sua presidência, quando o bate-boca entre parlamentares expôs acusações de transfobia e violência política.

Reconhecimento formal e reações públicas

De acordo com registro da Agência/Portal da Câmara, a eleição de Erika Hilton foi considerada formalmente válida e concluída na própria reunião de instalação da comissão. Na mesma publicação, é destacado o posicionamento da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), eleita 1ª vice-presidente, que defendeu que a atuação da comissão deve priorizar a proteção e a vida das mulheres brasileiras.

Já a cobertura jornalística sobre a sessão aponta que houve falas classificadas como transfóbicas por aliados de Hilton e por parte da imprensa, em meio à contestação de sua condição de mulher para fins de representação institucional na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Alcance político da presidência de Erika Hilton

A presidência da Comissão da Mulher tem impacto direto na definição da agenda do colegiado. Cabe ao comando estabelecer prioridades de pauta, marcar audiências públicas e ditar o ritmo de tramitação de projetos relacionados a combate à violência, saúde, direitos reprodutivos, igualdade salarial e proteção social.

O clima de confronto na primeira sessão presidida por Erika Hilton também acende alerta para o ambiente político na Câmara. As acusações de transfobia e de violência política de gênero podem resultar em pedidos de providências internas, como ações na Corregedoria ou no Conselho de Ética, além de potencializar a polarização em votações futuras.

No cenário nacional, o episódio tende a influenciar a relação entre bancadas de governo e oposição e a dinâmica de outras comissões temáticas, sobretudo em pautas sensíveis ligadas a direitos das mulheres e da população LGBTQIA+.

Próximos movimentos na Comissão da Mulher

Com a instalação do novo comando, a comissão deve divulgar e consolidar seu plano de trabalho e o calendário de deliberações. A partir daí, serão definidos os temas prioritários para debate e votação, sob a presidência de Erika Hilton.

Parlamentares também podem apresentar questionamentos regimentais ou representações formais por falas consideradas discriminatórias durante as sessões, o que pode levar a novas disputas políticas e jurídicas.

A apuração sobre os desdobramentos do bate-boca na primeira sessão presidida por Erika Hilton segue em andamento, com atenção para três frentes principais: a identificação de quais deputados e deputadas protagonizaram os embates no microfone; a eventual solicitação de retirada de falas das notas taquigráficas; e possíveis manifestações oficiais das assessorias de Erika Hilton e das parlamentares que contestaram sua eleição.

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