Polícia diz ter provas para determinar fim do inquérito e nega que Monique era agredida por Jairinho

Informação foi dada pelo delegado-chefe, Antenor Lopes, em entrevista para CBN.

Por Plox

19/04/2021 15h30 - Atualizado há cerca de 3 anos

O delegado-chefe do Departamento de Polícia da Capital da cidade do Rio de Janeiro, Antenor Lopes, afirmou que reúne provas suficientes para determinar a conclusão do inquérito da morte de Henry Borel, mesmo que a professora Monique Medeiros, mãe do menino, deponha novamente.

Nesta segunda-feira (19), ele concedeu entrevista à radio CBN e garantiu não ter aparecido vestígios de que a mãe do garoto sofresse agressões ou ameaças do companheiro, o médico e vereador Jairinho (sem partido). Os dois, neste momento, se encontram presos por causa da morte do menino.

“A versão dela [Monique] era para proteger o companheiro, Jairinho, inclusive pedindo para a babá apagar as mensagens que indicavam as agressões ao menino no dia 12 de fevereiro”, afirmou Antenor.

Antenor afirmou que, diferente do que poderia acontecer com Monique caso deponha mais uma vez, existiu claramente “manipulação” do depoimento da babá Thayná Ferreira.

Polícia diz ter provas para determinar fim do inquérito e nega que Monique era agredida por Jairinho
Polícia afirma ter provas suficientes concluir inquérito da morte de Henry Borel - Foto: Reprodução

“Nos mandados de apreensão dos telefones celulares, encontramos mensagens angustiadas da babá que mostravam que o menino foi levado para o quarto no dia 12 de fevereiro. Estava havendo claramente uma manipulação para que a testemunha mentisse”, disse Antenor.

O delegado usou o termo “catastrófico” para definir a situação caso Jairinho conseguisse um atestado de óbito do menino sem que o corpo recebesse perícia no IML.
Depois que o corpo foi periciado foi comprovado que o menino não sofreu um acidente doméstico “mas sim que foi vítima de um homicídio”.
Um alto executivo da área da saúde, em seu depoimento, disse ter recebido um contato de Jairinho durante a madrugada da morte do menino. Teriam sido enviadas mensagens para o executivo pouco depois de uma hora do momento que o vereador chegou com Monique e o menino morto no Hospital Barra D’Or.
Segundo informações que a TV Globo conseguiu, Jairinho afirma em uma das mensagens que necessitava de “um favor”.  “Agiliza. Ou eu agilizo o óbito. E a gente vira essa página hoje”.

Ainda não foi decidido, de acordo com o delegado, se a polícia ouvirá Monique uma outra vez antes de se concluir o inquérito.

“Essa decisão vai ser tomada até terça-feira (20) pelo delegado Henrique Damasceno [titular da 16ª DP], disse o chefe de Polícia.
"A defesa fez essa solicitação agora. Houve uma mudança de advogados e uma mudança de estratégia. Eles provavelmente estão vindo com a tese de que Monique vinha sendo intimidada. Até o presente momento, não encontramos nenhum indício que ela estivesse sendo ameaçada pelo companheiro", complementou Antenor.

“Nesse caso, era indispensável que a testemunha fosse ouvida novamente, por que a própria estava cometendo um crime de falso testemunho. Ela pôde se reparar, e assim foi feito. É bem diferente da situação da Monique”, explicou o delegado.
 


 

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