Primeiro enterro pet em cemitério municipal do Brasil

Primeiros pets agora podem ser sepultados em cemitérios públicos junto a seus tutores em Campinas

Por Plox

19/04/2024 16h21 - Atualizado há cerca de 2 meses

Campinas, uma cidade no estado de São Paulo, realizou um marco importante: o primeiro sepultamento de um animal de estimação em jazigo familiar. Esse evento ocorreu no Cemitério dos Amarais e envolveu o cachorro Pingo, um mix de rottweiler e labrador, que tinha 7 anos e pelagem cor de avelã. A prática, recém-autorizada, permite que animais de estimação sejam enterrados nos cemitérios públicos Saudade, Sousas e Amarais.

Autorização necessária: Para enterrar um pet, é preciso obter uma Guia de Autorização para o Sepultamento de Animais Domésticos (Galisad) na Serviços Técnicos Gerais (Setec), apresentando uma declaração de óbito do animal assinada por um veterinário.
Condições de sepultamento: O animal deve ser sepultado dentro de 24 horas após a morte, a menos que um veterinário justifique um adiamento. Só são aceitos pets de até 120 kg, e eles devem ser colocados em urnas apropriadas.
Custos: As taxas de sepultamento variam, com a abertura e fechamento de sepultura para inumação de corpo custando 50 Ufics (R$ 233,29) e para cinzas, 25 Ufics (R$ 116,64).

Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas


Cerimônia e exumação: Atualmente, não há previsão de velórios para pets, mas a Setec considera criar um espaço dedicado. Os restos mortais podem ser exumados após dois anos.
A lei que autoriza o sepultamento de animais em cemitérios foi aprovada após uma consulta pública que mostrou 87% de apoio. Essa nova regulamentação reflete uma mudança significativa nas normas de sepultamento, considerando os animais como parte da família.

Foto: reprodução/Pixabay

O que fazer quando um pet morre
Procedimento inicial: Segundo Ariana Dandie, médica veterinária, é crucial levar o animal falecido a uma clínica veterinária. Este passo confirma a morte do pet e possibilita a discussão sobre as opções para o manejo do corpo. "Para constatarmos que ele está realmente morto, em primeiro lugar, e também para dar as opções do que fazer com o corpo", explica Dandie ao RPet.
Opções de manejo do corpo: O tutor pode optar por deixar o pet na clínica, onde há espaços para armazenamento temporário e contato com empresas especializadas na remoção e cremação de cadáveres. "O cliente paga uma taxa, o corpo é levado para um ponto de coleta e depois é cremado", detalha a veterinária.
Serviços de velório: Existem funerárias pet que oferecem serviços de velório, similares aos humanos, incluindo a preparação do corpo. Posteriormente, o tutor pode escolher entre receber as cinzas após a cremação ou optar apenas pela incineração.
Procedimentos em casos especiais: Fernando Lopes, comportamentalista e adestrador animal, menciona que o procedimento mais comum é contatar o Centro de Controle de Zoonoses para a cremação do animal. No entanto, casos específicos podem exigir procedimentos diferentes, especialmente se a morte foi causada por uma doença contagiosa. "Muitas vezes, é necessário o veterinário fazer um laudo explicando o motivo da morte", complementa Lopes.

Foto: reprodução/Pixabay

Enterrar animais domésticos em áreas residenciais pode contaminar lençóis freáticos 

Impacto ambiental: Enterrar animais em áreas residenciais pode levar à contaminação dos lençóis freáticos, afetando a qualidade da água consumida pela população.
Procedimento recomendado: Ariana recomenda que, ao perder um animal de estimação, os tutores devem levá-lo a uma clínica veterinária ou contatar um serviço funerário especializado para garantir um manejo seguro e adequado do corpo.
A escolha por métodos seguros de sepultamento visa proteger tanto a saúde pública quanto o meio ambiente, destacando a importância de seguir recomendações de profissionais ao lidar com a perda de animais domésticos.

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