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Em Ipatinga, o projeto Congado 100 Anos de História dá continuidade às comemorações do centenário do Congado do Ipaneminha com uma agenda voltada à preservação, valorização e difusão desse patrimônio cultural imaterial. Desenvolvida pelo Ponto de Cultura Congado do Ipaneminha, a iniciativa reúne ações de formação, pesquisa e registro da memória, com o objetivo de fortalecer a transmissão dos saberes tradicionais, ampliar o reconhecimento da manifestação e aproximar a comunidade desse legado da cultura afro-brasileira em Minas Gerais.
Projeto Congado 100 Anos de História dá continuidade às comemorações do centenário do Congado do Ipaneminha com uma agenda voltada à preservação, valorização e difusão desse patrimônio cultural imaterial.
Foto: Divulgação
A programação começou em maio, com atividades direcionadas ao fortalecimento dos conhecimentos tradicionais e à formação de lideranças culturais. No dia 18, o Mestre Aristeu Rosalino participou de uma formação conduzida por Deolinda Alice dos Santos, historiadora, pesquisadora e Mestra da Cultura Popular, também conhecida como Rainha Conga.
Programação começou em maio, com atividades direcionadas ao fortalecimento dos conhecimentos tradicionais e à formação de lideranças culturais.
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Aposentada do magistério e estudiosa da cultura mineira, Deolinda tem formação em História, Estudos Sociais, Pedagogia e Turismo, além de atuação em instituições de ensino superior no estado. No encontro, estiveram em pauta o papel do mestre como guardião dos conhecimentos tradicionais e sua responsabilidade na continuidade das tradições do Congado.
A atividade também tratou dos ritos, símbolos e práticas presentes nas celebrações religiosas congadeiras, ressaltando como esses elementos ajudam a sustentar a identidade cultural, a ancestralidade e a fé ligadas a essa manifestação centenária.
Atividade também tratou dos ritos, símbolos e práticas presentes nas celebrações religiosas Congadeiras.
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No dia seguinte, 19 de maio, a programação chegou à comunidade do Ipaneminha com a Oficina de Resgate e Preservação do Patrimônio Imaterial, realizada junto ao Congado Mirim. Conduzida por Deolinda Alice e pelo Mestre Aristeu Rosalino, a ação promoveu debates sobre memória coletiva, transmissão de saberes entre gerações e a relevância do Congado na construção da identidade cultural local.
Elementos ajudam a sustentar a identidade cultural, a ancestralidade e a fé ligadas a essa manifestação centenária.
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Já em 7 de junho, Aristeu Rosalino ministrou a Oficina de Saberes Ancestrais. Durante a roda de conversa, ele compartilhou ensinamentos recebidos de seus antepassados e retomou práticas e conhecimentos tradicionais ligados à história do grupo.
O encontro estimulou a troca de experiências e o reconhecimento da memória coletiva, em uma iniciativa que reforçou a identidade cultural das novas gerações e destacou a importância de preservar os saberes populares. A oficina apresentou aos participantes diferentes expressões da cultura afro-brasileira presentes no universo do Congado, como os tambores, as vestimentas, os rituais, as músicas, as danças e as tradições.
Oficinas de Construção de Tambores e Ritmos e Influências Africanas.
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Também foram discutidos temas relacionados ao ensino das culturas afro-brasileira e africana, à valorização da identidade cultural, ao enfrentamento do preconceito racial e ao fortalecimento da autoestima de crianças e jovens. Os participantes ainda conheceram a trajetória do Grupo de Congado do Ipaneminha, suas devoções, tradições e manifestações artísticas. Na parte prática, aprenderam passos de danças tradicionais e o entrelaçamento da dança das fitas, um dos momentos simbólicos das festas congadeiras.
A agenda continua nos dias 20 e 21 de junho, com as oficinas de Construção de Tambores e Ritmos e Influências Africanas. As atividades serão conduzidas por Jorge Antônio dos Santos, da Comunidade dos Arturos, reconhecida como uma das referências do Congado em Minas Gerais.
Agenda continua nos dias 20 e 21 de junho.
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Mestre congadeiro e multiplicador de conhecimentos tradicionais, Jorge atua na preservação e na transmissão de saberes ligados aos ritmos, cantos, danças, instrumentos e rituais da cultura afro-brasileira. Ao longo de sua trajetória, também participa de palestras, cursos e eventos acadêmicos no Brasil e no exterior.
As oficinas vão abordar a origem do Congado no Brasil, além dos significados religiosos e sociais dos ritmos e instrumentos utilizados nas celebrações. A proposta é destacar a importância dessas expressões para o fortalecimento da identidade afro-brasileira e para a preservação cultural.
Oficinas vão abordar a origem do Congado no Brasil, além dos significados religiosos e sociais dos ritmos e instrumentos utilizados nas celebrações.
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Durante as atividades, os participantes terão contato com instrumentos tradicionais, entre eles tambores, caixas, pandeiros e chocalhos, e aprenderão técnicas básicas de execução e manutenção. A programação inclui ainda ritmos como Congo, Moçambique, Candombe e Catopé, com exercícios de prática coletiva, improvisação e integração entre percussão e dança.
Outro ponto previsto é a reflexão sobre o simbolismo desses ritmos e sua função na condução de rituais e celebrações religiosas, reforçando as relações entre patrimônio cultural, espiritualidade e ancestralidade.
Como parte das comemorações pelos 100 anos do Congado do Ipaneminha, o projeto prepara o lançamento de uma cartilha educativa. A publicação reunirá registros históricos, memórias, saberes e informações sobre a trajetória do grupo, com a proposta de contribuir para a preservação e a difusão desse patrimônio cultural entre as futuras gerações.
As oficinas são gratuitas e abertas à comunidade, mediante confirmação de participação. Todas as atividades contam com interpretação em Libras, medida que amplia a acessibilidade e favorece a participação de públicos diversos.
Cartilha educativa marca o centenário.
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A equipe do projeto é formada por profissionais ligados à valorização da cultura popular e à preservação da memória congadeira. A produção é de Shirley Maclane; o registro fotográfico, de Tatiane Bispo; a assistência de produção local, do Mestre Elias Ferreira; o design gráfico, de Wemerson Félix; a assessoria de imprensa, de Goretti Nunes; e a interpretação em Libras, de Vânia Coelho.
O Congado 100 Anos de História é realizado por meio do Edital 07/2024 – Cultura Viva, via Ponto de Cultura Congado do Ipaneminha, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, além do apoio da Prefeitura de Ipatinga, por meio do Fundo Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Lazer.
Com oficinas, encontros, registros, publicações e ações educativas, o Clube Dançante Nossa Senhora do Rosário – Congado do Ipaneminha mantém seu compromisso com a valorização do patrimônio cultural imaterial, a preservação dos saberes ancestrais e o fortalecimento das identidades culturais afro-brasileiras, para que a história centenária do grupo siga viva.