Polícia prende dentista acusado de importunação sexual em Minas Gerais

Segundo informações de uma vítima, o suspeito teria se masturbado durante uma consulta

Por Plox

19/07/2021 20h40 - Atualizado há quase 3 anos

Nesta segunda-feira (19), a Polícia Civil de Minas Gerais realizou a operação “Sorriso Seguro”, visando cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em desfavor de um homem, de 34 anos, um dentista, suspeito de praticar o crime de importunação sexual, no município de Juiz de Fora, na Zona da Mata.

De acordo com a Polícia Civil, na ação, foram apreendidos 600 fichas de atendimento, três notebooks, dois computadores, duas câmeras, uma filmadora e o celular do suspeito.

Ione Barbosa, delegada responsável pelo caso, disse que no dia 12 de julho, o homem havia sido preso pela prática do crime e encaminhado à 1ª Delegacia Regional em Juiz de Fora, onde teve o flagrante ratificado.

“Uma adolescente de 17 anos teria ido ao consultório desse dentista e no local ele teria se masturbado, enquanto fazia serviços odontológicos. Diante disso, a menina saiu da consulta, foi até a sua mãe e ela acionou a Polícia Militar. Na ocasião, foi feita a prisão do suspeito em flagrante e a Polícia Civil ratificou essa prisão. Ele foi encaminhado ao sistema prisional” explicou.

A delegada também relatou que, durante a apuração, outras vítimas procuraram a Polícia. “No momento em que elas tomaram conhecimento de que ele havia sido solto, ficaram com receio quanto a sua integridade física e com medo de denunciar. Então, requeremos a prisão preventiva dele, assim como mandados de busca e apreensão”, informou.

Conforme a delegada, a prisão foi efetuada na casa da mãe dele e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência dela, do suspeito e no consultório. “Apreendemos vasto material - submetido à perícia técnica – que vai nos ajudar nas investigações. Deveremos concluir esse inquérito no máximo em dez dias”, disse.

Segunda ela, outras possíveis vítimas podem ir direto até a delegacia para prestar declarações e denunciar. “Até o momento, doze pessoas foram ouvidas, entre elas, nove vítimas e três testemunhas”, concluiu.
 

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