Papa Leão XIV anuncia cirurgia para retirada de nódulo no pulmão
Procedimento está previsto para os primeiros dias da próxima semana, em hospital de Roma, após recomendação da equipe médica.
Durante o evento de lançamento da pré-candidatura do governador Romeu Zema à Presidência da República, ocorrido no último sábado (16/8), em São Paulo, uma polêmica envolvendo direitos autorais ganhou repercussão. A cerimônia, marcada pelo uso predominante das cores verde e amarela em bandeiras agitadas por apoiadores, foi embalada por um dos maiores sucessos da banda Legião Urbana: a música 'Que País É Esse?'. No entanto, o uso da canção não foi autorizado pelos responsáveis pela marca.
Foto: Agência Brasil Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo e representante legal do legado da banda, afirmou que vai notificar extrajudicialmente o governador por utilizar indevidamente a obra durante o evento político. Ele também pediu que o Partido Novo se abstenha de fazer uso da música em qualquer publicação futura, independente da plataforma.
"Nas favelas, no Senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a Constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação\
A música “Que País É Esse?”, lançada em 1987, integra o terceiro álbum da Legião Urbana e já ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas. Seu uso sem autorização em um ato político levanta debates sobre a proteção da propriedade intelectual e o respeito ao legado artístico.
Durante o evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), Zema foi anunciado como pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo. O encontro também foi marcado por um reposicionamento visual: a cor laranja, símbolo tradicional do partido, foi substituída pelo verde e amarelo, em clara referência ao grupo político alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No discurso, Zema fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao presidente Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Ele afirmou que pretende ser eleito para “varrer o PT do mapa” e pôr fim ao que chamou de “abusos e perseguições” cometidos por Moraes.
A movimentação de Zema foi interpretada como uma tentativa de ocupar espaço entre os nomes da direita nacional. Contudo, membros da família Bolsonaro enxergaram o ato como oportunista, já que defendem que o foco esteja em garantir condições para que o ex-presidente Jair Bolsonaro possa disputar as eleições. Bolsonaro está atualmente inelegível por oito anos após condenação por uso indevido de estruturas públicas para fins eleitorais em 2022.
A repercussão sobre o uso da canção e as críticas sobre a postura política de Zema continuam movimentando os bastidores da pré-campanha e o debate público sobre o uso de obras artísticas em contextos partidários.