Lula defende autonomia do Brasil e diz que país não será colônia de ninguém
Em pronunciamento na véspera do 7 de Setembro, presidente criticou interferências estrangeiras no comércio e citou terras raras e petróleo na Margem Equatorial.
Uma mulher de 26 anos foi detida na terça-feira (18), em Belo Horizonte, sob suspeita de montar falsas seleções de emprego para recolher informações pessoais e imagens usadas em biometria facial. A ação ocorreu em um espaço de coworking no bairro Glória, na Região Noroeste da capital. Até o fim do atendimento policial, ao menos seis pessoas haviam sido apontadas como possíveis vítimas.
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De acordo com a Polícia Militar, ela se apresentava com identidades distintas e documentos que indicavam possível falsificação para reservar salas e conduzir supostas entrevistas. As vagas anunciadas prometiam boa remuneração e benefícios, atraindo candidatos que preenchiam formulários com dados pessoais e, em determinadas situações, faziam a captação de imagens do rosto.
Uma das pessoas ouvidas pela PM informou ter participado de uma falsa entrevista no dia anterior à prisão. Durante o encontro, ela teria fornecido seus dados e realizado o procedimento de biometria facial.
Segundo o relato, cerca de cinco minutos depois de deixar o coworking, a candidata recebeu uma ligação de sua gerente bancária. A instituição questionava uma tentativa de compra de veículo em Curitiba, no Paraná.
Conforme a vítima relatou aos militares, houve três tentativas de usar a biometria facial para obter um financiamento. As operações não foram concluídas porque o banco recusou as solicitações. Para ela, a falsa seleção foi o momento em que seus dados e imagens faciais foram coletados.
A apuração teve início após responsáveis pelo coworking estranharem a documentação entregue para a locação da sala. Informações levadas à Polícia Militar apontavam que outros estabelecimentos desse tipo já tinham sido alertados sobre uma mulher suspeita de recorrer a locais semelhantes em possíveis golpes.
Na verificação dos documentos, os policiais encontraram registros em nomes diferentes, embora todos apresentassem a fotografia da mesma mulher. No endereço, foram localizados cadernos e fichas vinculados às entrevistas anunciadas, com informações de pessoas que participariam dos processos.
Equipamentos eletrônicos e outros objetos também foram apreendidos. A mulher foi encaminhada à Polícia Civil junto com o material recolhido. A investigação deverá examinar a validade dos documentos, apurar se há outros envolvidos, identificar o possível uso dado às informações obtidas e localizar novas vítimas.