General Motors pode encerrar atividades no Brasil se não recuperar prejuízos

20/01/2019 11:35

Executivo da empresa afirma que prejuízos foram grandes nos últimos anos e que “2019 será um ano decisivo”

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O fim de semana começou com uma notícia que assustou o mercado de automóveis no país. A General Motors, uma das montadoras com maior tempo de atuação no Brasil, pode encerrar suas atividades aqui e na Argentina.

Funcionários do grupo no Brasil receberam um comunicado por e-mail. O documento também foi fixado no quadro de avisos das cinco fábricas. Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul, afirmou que "investimentos e o futuro" da empresa na região passam a depender da volta da lucratividade ainda este ano.

Para os colaboradores, foi um recado claro da possibilidade de encerramento das operações na América Latina, incluindo o Brasil.

GM(Foto: divulgação)

Uma matéria publicada na semana passada pelo jornal Detroit News foi anexada ao comunicado. Na publicação americana, a presidente mundial da companhia, Mary Barra, ao anunciar o balanço financeiro de 2018 aos acionistas, sinaliza que estuda a possibilidade de sair mesmo da América do Sul.  A executiva foi taxativa: “Não vamos continuar investindo para perder dinheiro “, declarou.

Zarlenga, responsável direto pelas unidades no Brasil, disse que “2019 será um ano decisivo para nossa história".  Ele alerta que a GM está em um momento crítico "que vai exigir importantes sacrifícios de todos".  O executivo conclama a todos uma união de esforços. Para implementar um plano de recuperação que teria sido passado à matriz e que requer apoio do dos empregados, sindicatos, fornecedores, governo e concessionários.

Líder em vendas no mercado brasileiro há três anos, a GM é uma marca respeitada pelos brasileiros.  O modelo Onix é o carro mais vendido no país.  A empresa anunciou R$ 1,2 bilhão de investimentos na fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista. O comunicado foi feito no início de 2018.  A unidade tem aproximadamente 4,5 mil funcionários na área de produção. Eles foram colocados em férias coletivas em 23 de dezembro e só retornam ao trabalho no dia 28.

Aparecido Inácio da Silva, que é o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, foi convocado para uma reunião, na próxima semana, com a direção da General Motors Brasil. Há uma nítida sensação de apreensão entre os trabalhadores e toda a rede de distribuição e serviços da GM no país.

A assessoria brasileira da companhia não se manifestou.

 

 



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