TJ-SP rejeita queixa-crime de Banco Master e CEO contra gestor e condena autores a pagar honorários
Tribunal de Justiça de São Paulo arquiva ação por calúnia e difamação movida por Banco Master e Daniel Vorcaro contra Vladimir Timerman, determina pagamento de R$ 5,5 mil em honorários e reacende debate sobre contrato milionário com escritório da esposa de ministro do STF
20/01/2026 às 08:12por Redação Plox
20/01/2026 às 08:12
— por Redação Plox
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O Banco Master e seu CEO, Daniel Vorcaro, foram derrotados em todas as instâncias em uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o gestor Vladimir Timerman, em decisão publicada nesta semana pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Viviane Barci e Alexandre de Moraes
Foto: Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Com o resultado, Vorcaro e a instituição financeira foram condenados a pagar R$ 5,5 mil em honorários à defesa de Timerman. A ação havia sido proposta em outubro de 2024.
Escritório da esposa de ministro atuou na defesa
O banqueiro e o banco foram representados pelo escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acórdão menciona ainda dois filhos do casal como integrantes da equipe de defesa.
De acordo com o blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, esta é a única ação conhecida em que o Banco Master e Daniel Vorcaro foram representados pelo escritório da esposa do ministro.
Falta de provas e origem da disputa
A Justiça entendeu que não havia justa causa para o prosseguimento da queixa-crime. A Procuradoria-Geral de Justiça apontou ausência de provas suficientes para sustentar a acusação.
O caso surgiu a partir de uma disputa envolvendo denúncias de Timerman sobre supostas irregularidades em operações ligadas à Gafisa, ao Banco Master e a fundos associados ao empresário Nelson Tanure.
Notícia-crime e contrato milionário
Após o arquivamento definitivo da ação contra ele, Timerman apresentou notícia-crime ao Ministério Público de São Paulo contra Vorcaro, por denunciação caluniosa. Na representação, o gestor afirma que a escolha do escritório da esposa de um ministro do STF teria tido “propósito intimidatório”.
Documentos citados na reportagem indicam que o contrato entre o banco e o escritório previa atuação ampla e poderia chegar a R$ 130 milhões, embora o valor integral não tenha sido pago em razão da liquidação do Master pelo Banco Central, em novembro.