Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para novas visitas na Papuda
Preso desde 15 de janeiro na Papudinha, em Brasília, ex-presidente só pode receber visitas além da esposa, advogados e médicos com aval do ministro do STF; Tarcísio de Freitas está entre os solicitados
20/01/2026 às 09:19por Redação Plox
20/01/2026 às 09:19
— por Redação Plox
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Preso desde a última quinta-feira (15/1) no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para receber a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O pedido foi apresentado pela defesa e ainda aguarda decisão.
Tarcísio é pré-candidato à reeleição como governador de São Paulo
Foto: crédito: Reprodução/Redes Sociais
Bolsonaro cumpre pena e tem visitas controladas
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde a transferência para a unidade conhecida como Papudinha, todas as visitas, com exceção da esposa, Michelle Bolsonaro, além de advogados e médicos, passaram a depender de autorização prévia do relator do caso no STF.
A última vez em que Bolsonaro e Tarcísio se encontraram foi em setembro do ano passado, quando o ex-presidente ainda cumpria prisão domiciliar. Segundo aliados, a conversa naquele momento se concentrou no cenário político e eleitoral de 2026.
Defesa pede liberação para aliados próximos
Além da visita de Tarcísio, a defesa também solicitou aval para que Bolsonaro possa receber Bruno Torres Dourado, ex-assessor do governador paulista e irmão de Michelle Bolsonaro, e Bruno Scheid, assessor do ex-presidente.
Rotina de visitas na Papudinha
Na Papudinha, as visitas podem ocorrer em áreas internas e externas da unidade. O regime prevê horários ampliados, em dois dias da semana — quartas e quintas-feiras —, com três faixas possíveis: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.
Antes de ser transferido para o complexo penitenciário, Bolsonaro permaneceu quase dois meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde o acesso de visitantes era mais restrito, limitado às terças e quintas-feiras, entre 9h e 11h.