Fantástico detalha crises convulsivas de Henri Castelli no BBB 26 e afastamento do ator
Médicos explicam que exames não indicaram epilepsia em Henri Castelli após duas crises dentro da casa; especialistas apontam possíveis gatilhos e orientam como agir, seguindo protocolo CALMA
20/01/2026 às 06:31por Redação Plox
20/01/2026 às 06:31
— por Redação Plox
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O programa Fantástico destacou neste domingo a saída de Henri Castelli do BBB 26, após o ator sofrer duas crises convulsivas dentro da casa. O neurologista Bruno Castelo Branco, responsável pelo atendimento, explicou em entrevista ao dominical como foram os episódios e quais fatores podem ter levado à situação.
Segundo o especialista, Henri apresentou uma crise convulsiva caracterizada por uma intensa descarga elétrica no cérebro, que provoca uma espécie de “desligamento” momentâneo, levando à perda de consciência e a espasmos musculares. Apesar do quadro impressionante, exames de sangue e de neuroimagem não mostraram alterações e não confirmaram epilepsia.
O neurologista apontou que a crise esteve associada a um cenário de estresse intenso e privação de sono nos dias que antecederam a entrada no reality e já durante a permanência na casa, agravado pela participação em uma prova fisicamente extenuante.
Henri Castelli
Foto: Reprodução/TV Globo
Convulsão não é sempre epilepsia
De acordo com o neurologista Bruno Castelo Branco, as estatísticas indicam que cerca de 10% da população mundial terá ao menos uma convulsão ao longo da vida. Isso, porém, não significa necessariamente um diagnóstico de epilepsia.
A neurologista Letícia Sampaio explicou que as causas de uma convulsão são diversas e podem incluir hipoglicemia, meningite e AVC, entre outros quadros. Pessoas com predisposição podem ter maior chance de apresentar crises em situações de privação de sono, estresse físico e emocional e desidratação.
Ela definiu epilepsia como uma predisposição crônica do cérebro a gerar crises epilépticas, mas ressaltou que esse não é o caso de Henri. O ator, segundo o médico que o atendeu, não recebeu diagnóstico de epilepsia.
Medo, vigilância e adaptação após a alta
Depois de deixar o hospital, Henri iniciou o uso de medicamentos para estabilizar o sistema nervoso, com remédios tomados pela manhã e à noite para ajudar a equilibrar a atividade cerebral.
O ator relatou viver em constante estado de alerta após os episódios, ainda assimilando o impacto de ter deixado o programa antes do previsto. Mesmo abalado, avaliou a participação no BBB 26 como um desafio pessoal importante e afirmou que, apesar da saída precoce, se sente grato pela experiência.
Como agir corretamente diante de uma convulsão
O caso reacendeu a discussão sobre os cuidados adequados durante uma crise convulsiva. A neurologista Letícia Sampaio reforçou orientações alinhadas às recomendações da Associação Brasileira de Epilepsia e esclareceu equívocos ainda comuns.
Um dos principais mitos é a ideia de que é preciso segurar a língua da pessoa em convulsão. Especialistas destacam que isso não deve ser feito. Em vez disso, é importante afastar objetos ao redor para evitar traumas, colocar a pessoa de lado — na chamada posição lateral de segurança — e acompanhar todo o episódio.
Outro ponto relevante é observar a duração da crise. A maioria dos episódios dura entre 30 segundos e 2 minutos. Se a crise ultrapassar 5 minutos, a recomendação é acionar o Samu.
Para facilitar a memorização do protocolo, profissionais de saúde resumem as principais ações na sigla CALMA:
C — Manter a calma
A — Afastar objetos que possam causar ferimentos
L — Lateralizar o corpo, colocando a pessoa de lado