Delegado aponta “frieza total” de técnicos presos após mortes em UTI
Imagens de segurança mostram técnicos de enfermagem durante aplicações de medicamentos em paciente internado na UTI; declarações contraditórias e omissões levantam suspeitas sobre conduta da equipe
20/01/2026 às 10:34por Redação Plox
20/01/2026 às 10:34
— por Redação Plox
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O delegado afirmou que Marcos disse ter apenas seguido a receita passada pelo médico. Ao ser confrontado com as filmagens, ele admitiu que “realmente tinha feito aquilo”, sem deixar claro, porém, qual teria sido sua motivação.
Marcela, por sua vez, afirmou em interrogatório que não sabia o que estava aplicando e que estaria arrependida de não ter informado a equipe do hospital sobre o que estava acontecendo.
Marcela Camilly Alves da Silva
Foto: Reprodução
Amanda Rodrigues de Sousa
Foto: Reprodução
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo
Foto: Reprodução
Vínculo entre técnicos e atuação na UTI
De acordo com o delegado Wisllei Salomão, Marcela estava em seu primeiro emprego e recebia treinamento de Marcos. Já a técnica Amanda negou qualquer participação, dizendo acreditar que Marcos aplicava medicamentos comuns, embora tenha confirmado que não questionou que tipo de droga estava sendo ministrada.
Segundo Iacozzili, imagens internas do hospital registraram o momento em que Amanda vigiava a porta durante a aplicação e se posicionava à frente do paciente. As gravações reforçam a suspeita de que ela dava cobertura à ação de Marcos, mesmo sem atuar formalmente na UTI.
A investigação aponta ainda que Amanda não fazia parte da equipe da UTI, pois trabalhava em outro setor do hospital. Apesar disso, mantinha com Marcos uma relação de amizade de muitos anos, fator que, para os investigadores, pode ajudar a explicar sua presença no local no momento das aplicações.