Pelo menos 20 novas casas de apostas devem ficar online em 2026

Com mais de 80 licenças definitivas emitidas e ao menos 20 novas plataformas previstas, setor caminha para maior maturidade sob legislação brasileira e possível consolidação por fusões e aquisições

20/01/2026 às 20:35 por Redação Plox

Lista de espera no Ministério da Fazenda acumula mais de 200 pedidos de novas licenças; mesmo com a regulamentação em vigor, diversas marcas licenciadas ainda não ativaram seus sites.


Se 2025 foi o ano em que o Brasil conheceu as regras do jogo, 2026 promete ser o ano da expansão do tabuleiro. Quem acessa a lista oficial de empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda pode ter a impressão de que o mercado já está estabilizado, mas a verdade é que o setor de iGaming brasileiro ainda está longe de atingir o seu teto de ocupação.


Embora constem na lista oficial de empresas que pagaram a outorga milionária e estão aptas a operar, diversas marcas ainda mantêm seus domínios inativos ou em "modo de manutenção". A expectativa do setor é que, somente considerando as empresas já aprovadas e com o processo finalizado, pelo menos 20 novas plataformas entrem em operação efetiva ao longo de 2026.


Essas empresas, que já superaram a barreira regulatória, estão agora na fase final de ajustes técnicos, integração de métodos de pagamento e conformidade com as exigências de jogo responsável antes de abrirem as portas virtuais para os paranaenses e brasileiros em geral.

O que esperar do mercado nos próximos anos

O número de "novas bets" pode ser ainda maior se olharmos para quem ainda está do lado de fora. Até o momento, o Ministério da Fazenda já emitiu mais de 80 licenças definitivas. No entanto, o sistema de gestão de autorizações (Sigap) aponta que mais de outras 200 outras empresas aguardam na fila de aprovação.


Lucas Oliveira, editor do sitedeapostas.com, analista vem acompanhando o mercado e reportando todas as novas casas de apostas que chegam no Brasil.

“A matemática sugere uma explosão de ofertas, pois a legislação permite que cada licença concedida explore até três marcas comerciais (três sites de apostas online diferentes) sob o mesmo CNPJ. Mesmo que o crivo do governo seja rigoroso e apenas uma pequena fração desses mais de 200 pedidos seja deferida, o volume de novos operadores será significativo”, explica Lucas.


A tendência para 2026 é de um mercado mais maduro, onde a novidade deixará de ser apenas a chegada de uma bet, mas sim a qualidade do serviço prestado sob a vigilância da lei brasileira. Sobre o futuro a longo prazo, Lucas considera que o mercado terá tendência para se consolida e aponta para uma onda de Fusões e Aquisições (M&A):

“Para as marcas de pequeno e médio porte, a sobrevivência pode depender da união de forças. Com a alta carga tributária e a competição feroz por participação de mercado (market share) contra gigantes globais, muitas empresas menores terão que se fundir para ganhar escala operacional ou acabarão deixando o Brasil. Mas, enquanto essa consolidação não ocorre, o fluxo de lançamentos irá continuar intenso. Pelo menos até 2030, ano em que expiram os cinco anos de validade das primeiras licenças emitidas.”

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