Minas consolida liderança nacional em energia solar e se aproxima da potência de Itaipu
Estado alcança 13,3 GW de potência fiscalizada, atrai mais de R$ 83 bilhões em investimentos privados desde 2019 e terá avanços debatidos em seminário sobre transição energética em BH
20/01/2026 às 09:41por Redação Plox
20/01/2026 às 09:41
— por Redação Plox
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Minas Gerais se consolidou, nos últimos anos, como um dos principais protagonistas da transição energética no Brasil. O Estado lidera a geração de energia solar no país e também se destaca em potência fiscalizada, segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar).
Foto: Pixabay
Esse avanço reforça o papel de Minas como um dos entes federativos mais relevantes na construção de uma matriz energética baseada em fontes renováveis. A transição energética estará no centro dos debates da quarta edição de O TEMPO Seminários, que será realizada em 27 de janeiro, em Belo Horizonte. O encontro vai reunir lideranças empresariais, representantes de estatais, grandes grupos do setor privado e autoridades públicas, com inscrições gratuitas disponíveis na plataforma Sympla.
Minas se aproxima da potência de Itaipu
De acordo com a Sede-MG, o Estado alcançou, em novembro de 2025, 13,3 gigawatts de potência fiscalizada em energia solar. O volume colocou Minas à frente das demais unidades da federação e aproximou a capacidade da fonte fotovoltaica no território mineiro da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior da América Latina, que possui cerca de 14 gigawatts de capacidade instalada.
O protagonismo mineiro também aparece em levantamento da Absolar, que posiciona Minas como líder nacional em geração centralizada, com mais de 40.180 megawatts, à frente de estados como Bahia, Piauí e Ceará. Conforme dados do governo estadual, desde 2019 já foram atraídos mais de R$ 83 bilhões em investimentos privados para o setor solar fotovoltaico.
Como resultado direto desse movimento, quase 7 mil empregos diretos foram criados. O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Reynaldo Passanezi, assinala que, apesar do elevado potencial para a produção de energia solar, o Estado ainda enfrenta desafios relevantes, especialmente ligados à ampliação da infraestrutura elétrica, com a construção de novas subestações. Atualmente, a Cemig lidera a geração distribuída em Minas.
O maior volume dos nossos investimentos hoje está concentrado na rede. Não seremos necessariamente os que mais crescerão em geração de fontes renováveis, pois há outros players atuando nesse segmento. No entanto, a expansão da rede, dentro da nossa área de concessão, é uma atribuição exclusiva da Cemig. Quero atrair data centers para Minas e atividades intensivas em energia, e, para isso, é fundamental ter uma rede robusta
Reynaldo Passanezi
Um exemplo desse posicionamento foi a inauguração, na última semana, de uma microrrede de geração e armazenamento de energia solar em Serra da Saudade, no Centro-Oeste de Minas. Com 856 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município é o menor do país e recebeu um investimento de R$ 7 milhões para implantação da estrutura, projetada para atuar como sistema de respaldo energético. Em caso de falhas no fornecimento principal, o equipamento é capaz de sustentar a demanda local por até 48 horas.
Debates sobre regulação, indústria verde e novos investimentos
Os debates do O TEMPO Seminários serão organizados em painéis. A abertura ficará a cargo do presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, que vai abordar a liderança da estatal no processo de transição energética em Minas.
O segundo painel discutirá “energia para o futuro” e os desafios relacionados à regulação, ao planejamento e ao desenvolvimento regional. Estão confirmadas as participações do secretário de Leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ivo Sechi Nazareno; do presidente da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig Bioenergia), Mário Campos; e do presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira.
A penúltima mesa-redonda será dedicada à nova indústria verde. Nesse painel, o diretor sênior de Relações Institucionais da Usiminas, André Chaves; o vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis, João Irineu Medeiros; o CFO de Projetos de Investimento e Estratégia da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil, Fábio Paiva Scárdua; e o diretor de Descarbonização da Vale, João Luiz Turchetti Lara Rezende, vão detalhar iniciativas adotadas pelas empresas na busca por fontes renováveis e por maior eficiência energética.
Encerrando a programação, o subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas da Sede-MG, Daniel Medrado; a superintendente de Planejamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Cinthia Bechelaine; o CEO da H2 Brasil, Pedro Caçorino; e o presidente da Gasmig, Carlos Camargo de Colón, debaterão a trajetória de Minas em direção a uma nova matriz energética, com foco na atração de investimentos e na consolidação de cadeias produtivas de baixo carbono.
Serviço: onde e como participar
O TEMPO Seminários – Transição energética será realizado no Centro de Convenções da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), na avenida João Pinheiro, 161, no Centro de Belo Horizonte. A participação presencial é gratuita, e os ingressos devem ser retirados pela plataforma Sympla.