Alerta de segurança para Lula após comentários sobre política israelense, diz Jornalista

Em meio ao lançamento de seu livro crítico ao sionismo, Breno Altman discute a necessidade de precaução para o presidente brasileiro após declarações polêmicas.

Por Plox

20/02/2024 08h33 - Atualizado há 4 meses

Breno Altman, jornalista e editor do Ópera Mundi, alertou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de reforçar sua segurança pessoal, dadas as capacidades notórias dos serviços de inteligência israelenses em operações globais contra opositores do Estado de Israel. Essa precaução vem à tona após Lula comparar ações militares israelenses em Gaza ao Holocausto, uma declaração que, segundo Altman, não equipara as magnitudes dos eventos, mas sim suas metodologias, insinuando uma semelhança nos objetivos de extermínio.

Lançamento e Conteúdo do Livro "Contra o Sionismo"

Altman está prestes a lançar seu livro "Contra o Sionismo" na Universidade de Brasília (UnB), onde discute a fundação do Estado de Israel e classifica o sionismo como uma ideologia colonial e racista. Ele critica veementemente as operações militares israelenses em Gaza, apontando para o crescente número de crianças palestinas mortas, que, segundo ele, se aproxima do número de vítimas infantis judias durante o Holocausto. Embora reconheça a diferença de escala entre o nazismo e a situação atual em Gaza, Altman adverte que a continuação dessas ações pode levar a um número maior de vítimas infantis em Gaza comparado ao do Holocausto.

Controvérsias e Reações

As opiniões expressas por Altman, que é judeu, geraram não apenas discussão pública, mas também uma reação legal, resultando em um inquérito pela Polícia Federal (PF) e múltiplos processos movidos pela Confederação Israelita do Brasil (Conib). A posição firme de Altman contra o sionismo e suas comparações polêmicas colocam-no em um lugar de destaque no debate sobre as políticas israelenses e a situação na Palestina, desafiando narrativas convencionais e encorajando um exame mais crítico das ações governamentais de Israel.

A Conib, por meio de seu presidente Claudio Lottenberg, optou por não comentar as declarações de Altman, mantendo uma postura reservada diante das acusações e críticas apresentadas.

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