Crise diplomática intensifica entre Brasil e Israel após comparações controversas de Lula

Em resposta à declaração de Lula sobre Gaza, Israel declara o presidente brasileiro persona non grata, levando a convocações diplomáticas e um aumento na tensão entre os países.

Por Plox

20/02/2024 08h45 - Atualizado há 3 meses

A crise diplomática entre Brasil e Israel ganhou novos contornos após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparar a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza ao Holocausto, provocando uma resposta imediata do governo de Benjamin Netanyahu. Este último movimento incluiu a repreensão ao embaixador brasileiro em Tel Aviv e a declaração de Lula como persona non grata, um termo diplomático que sinaliza uma forte desaprovação a uma pessoa por parte de um governo estrangeiro.

Resposta Brasileira e Ações Diplomáticas

Em retaliação, o presidente Lula convocou o embaixador israelense no Brasil para uma discussão com o chanceler Mauro Vieira e ordenou o retorno do embaixador brasileiro Frederico Meyer ao Brasil para consultas. Essa medida é vista como um sinal claro de descontentamento com as ações de Israel e sugere um possível agravamento da crise.

O incidente diplomático foi exacerbado pela decisão do chanceler israelense, Israel Katz, de alterar o local de uma reunião programada com Meyer para o Museu do Holocausto, em uma aparente tentativa de enfatizar o desagrado de Israel com as declarações de Lula. Katz posteriormente proclamou Lula persona non grata, declarando que Israel não perdoaria ou esqueceria suas palavras até que houvesse um pedido de desculpas e uma retratação.

Defesa e Posicionamento do Governo Brasileiro

O governo brasileiro, por sua vez, defendeu a posição de Lula, argumentando que suas declarações foram mal interpretadas e não visavam ofender o povo judeu, mas sim criticar as ações do governo israelense em Gaza. A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, utilizou as redes sociais para esclarecer que as críticas de Lula se dirigiam especificamente ao governo israelense, não à nação ou ao povo judeu como um todo.

Integrantes do governo brasileiro, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também se manifestaram em defesa de Lula, reiterando seu compromisso com a paz e condenando a violência de ambos os lados do conflito Israel-Palestina.

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