STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Após ser convocado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Romeu Zema, governador de Minas Gerais, afirmou que a vacinação nunca foi um pré-requisito para a matrícula de alunos nas escolas estaduais. Essa declaração surge em resposta a uma ação judicial movida pela deputada Bella Gonçalves (PSOL) e outros políticos, que acusam o governador de violar diretrizes de saúde pública.

A Advocacia Geral do Estado (AGE) esclareceu que o posicionamento de Zema visava assegurar que nenhum estudante fosse impedido de se matricular por questões burocráticas relacionadas ao calendário vacinal. A AGE também destacou que, embora a apresentação do cartão de vacinação não seja obrigatória para a matrícula, ela é recomendada para crianças de até 10 anos como uma forma de conscientização sobre a saúde infantil.
Contrariando a defesa do governo estadual, Bella Gonçalves sustenta que normas vigentes no estado requerem a apresentação do Cartão da Criança ou da caderneta de saúde para efetivar a matrícula, citando uma resolução da Secretaria da Educação e uma lei estadual como base para sua argumentação.
A controvérsia gira também em torno de uma decisão do STF de 2022, que enfatizou a prioridade de vacinação para crianças e adolescentes, e as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que estipulam as vacinas obrigatórias definidas pelo governo federal. As parlamentares argumentam que o anúncio de Zema contraria essa decisão e as políticas do PNI, colocando em risco a saúde pública.
A AGE defende que a estratégia de vacinação do estado está alinhada ao calendário nacional, enfatizando os investimentos em campanhas de imunização, incluindo a aquisição de "vacimóveis" para facilitar o acesso às vacinas. Em meio a esse embate, o vídeo que originou a disputa jurídica permanece no centro das atenções, com a AGE pedindo sua permanência nas redes sociais, contrastando com o pedido dos acusadores de sua remoção.