Greve dos professores em BH continua apesar de decisão judicial

Educadores rejeitam proposta salarial e prefeitura ameaça com descontos

Por Plox

20/02/2024 19h10 - Atualizado há 3 meses

A greve dos professores da rede pública de Belo Horizonte, iniciada por demandas salariais, continua sem uma data definida para encerramento. Em uma recente assembleia, realizada na terça-feira, 20 de fevereiro, os professores decidiram manter a paralisação, contrariando uma ordem judicial que impôs o retorno às atividades sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Foto: Sind-Rede / Divulgação

Indignação e reivindicações Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind-Rede), a categoria expressou descontentamento com a postura do prefeito Fuad Noman (PSD), alegando a falta de melhorias na proposta salarial apresentada pela prefeitura. O sindicato enfatizou que a greve persistirá até que haja uma negociação efetiva, rejeitando a solução por meio judicial. Além do aumento salarial, os professores reivindicam a incorporação do reajuste anual do piso nacional do magistério (3,62%) ao índice de 8,4% proposto pela prefeitura, e a antecipação das parcelas para janeiro de 2024. Eles também pedem discussões sobre questões específicas de diferentes segmentos da educação.

Calendário de mobilizações 

A categoria anunciou um calendário de atividades, incluindo a próxima assembleia em 23 de fevereiro e um ato unificado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais no dia 22 de fevereiro.

Resposta da Prefeitura A Prefeitura de Belo Horizonte expressou lamentação pela continuidade da greve e pelos transtornos causados a alunos e pais. A administração municipal declarou que descontará os dias não trabalhados dos salários dos professores, conforme determinado pela Justiça, e ressaltou que a ausência também afetará a contagem de tempo para benefícios como estabilidade, progressões e aposentadoria.

Negociações e finanças 

A prefeitura informou que realizou 26 reuniões com a categoria desde o ano passado, sem sucesso nas negociações. Enfatizou que o reajuste de 8,04% é o limite orçamentário do município, cujo impacto anual seria de R$ 577 milhões, com R$ 203 milhões destinados especificamente à educação. A administração também destacou os benefícios concedidos à categoria desde 2017, incluindo um salário inicial para professores superior ao piso nacional.

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