Confiança do consumidor no Brasil sobe e atinge maior nível em 18 meses, aponta Ipsos
Índice chegou a 55,1 pontos em janeiro de 2026, impulsionado por melhora na percepção do presente, enquanto as expectativas para os próximos seis meses recuaram
20/02/2026 às 07:08por Redação Plox
20/02/2026 às 07:08
— por Redação Plox
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O brasileiro começou 2026 com uma sensação de melhora imediata no bolso, mas com cautela em relação aos próximos meses. É o que aponta pesquisa da Ipsos divulgada nesta quinta-feira (19), com o Índice de Confiança do Consumidor, que mede como a população de 30 países enxerga o momento econômico atual e as expectativas para o futuro.
De acordo com o levantamento, o Índice de Confiança do Consumidor atingiu em janeiro de 2026 o maior patamar dos últimos 18 meses, ao alcançar 55,1 pontos. O resultado representa uma alta de 1,9 ponto em relação a dezembro e de 3,9 pontos na comparação com janeiro de 2025.
Cédulas de dinheiro no bolso
Foto: Arquivo/Agência Brasil
Índices do presente sobem, mas expectativas recuam
A pesquisa utiliza diferentes “termômetros” para medir a confiança na economia. A melhora entre os brasileiros é puxada principalmente pelos indicadores do presente (percepção sobre finanças pessoais e emprego hoje), do bolso (coragem de gastar) e da estabilidade (segurança em relação ao emprego). Todos esses três índices registraram alta em relação ao período anterior.
Por outro lado, o chamado “barômetro do futuro”, que mede as projeções para os próximos seis meses, foi o único indicador a apresentar queda. Em janeiro de 2026, o Índice de Expectativas marcou 64,1 pontos, recuo de 1,8 ponto frente ao mês anterior e de 0,2 ponto em comparação a janeiro de 2025.
O resultado revela um comportamento descrito por especialistas como um “carpe diem” econômico: aproveitar o cenário atual, sem colocar tanta fé no que vem pela frente.
Consumidor aproveita o agora
Segundo a pesquisa, o momento é marcado por uma sensação de oportunidade. O consumidor percebe melhora nas condições de hoje e tende a antecipar decisões de consumo, sem a mesma confiança em relação ao médio prazo.
O brasileiro se sente mais seguro no emprego hoje e crê que sobrou um pouco mais de dinheiro no bolso agora. Por isso, a 'coragem de gastar' aumentou. É como se o consumidor dissesse: 'vou aproveitar para realizar meus planos agora, porque não sei como estará o cenário daqui a seis meses'
Rafael Lindemeyer, diretor sênior da Ipsos
Geração Z lidera disposição para gastar
A pesquisa aponta que a geração Z (nascidos entre 1996 e 2010) é a mais disposta a gastar. Entre os brasileiros de até 35 anos, 61% se mostram otimistas quanto à possibilidade de economizar e investir no futuro.
Já entre os maiores de 50 anos, o percentual de otimismo cai para 47,1%, o menor índice entre as faixas etárias avaliadas.
A geração X (nascidos entre 1965 e 1980), embora menos otimista, registrou avanço na percepção de que a situação econômica é boa, com alta de 14 pontos em relação ao ano anterior.
Mais segurança no emprego, mas com reservas
O levantamento indica que, em janeiro de 2026, cerca de 55% dos brasileiros se sentiam mais seguros no emprego em comparação aos seis meses anteriores, enquanto 45% relataram queda na confiança. Entre os integrantes da geração Z, 62% afirmaram estar mais confiantes.
Em relação aos próximos seis meses, 73% dos entrevistados dizem não acreditar que perderão o emprego por causa das condições econômicas, enquanto 27% veem essa possibilidade.
Como funciona o Índice de Confiança do Consumidor
O Índice de Confiança do Consumidor é medido mensalmente pela Ipsos em 30 países. O estudo avalia como a população enxerga o momento econômico atual e as expectativas para o futuro, além de investigar a situação financeira individual, a disposição para poupar e a segurança para realizar compras ou investimentos de maior valor.
As informações de janeiro de 2026 foram coletadas entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026.