Polícia Civil faz operação contra aliciamento e assédio sexual de menores em Niterói

Operação Pueri in Periculum cumpriu mandados contra três investigados após denúncia sobre grupo virtual com imagens de exploração sexual infantil, violência extrema e conteúdos racistas e homofóbicos.

20/02/2026 às 10:13 por Redação Plox

A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (20) a Operação Pueri in Periculum — expressão em latim que significa “Crianças em Perigo” — para investigar e combater crimes de aliciamento e assédio sexual contra menores em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.


Policiais civis cumprem mandado na Operação Pueri in Periculum

Policiais civis cumprem mandado na Operação Pueri in Periculum

Foto: Reprodução/TV Globo


Agentes saíram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão contra três investigados.

As investigações começaram após uma denúncia anônima informar que alunos de uma escola da Região Oceânica de Niterói foram incluídos em um grupo de mensagens que compartilhava imagens de exploração sexual infantil, cenas de extrema violência e conteúdos homofóbicos e racistas.

De acordo com a Polícia Civil, a comunidade virtual reunia cerca de 500 membros e causou forte impacto emocional nas crianças

Eram liberadas fotos de pornografia infantil, de mutilações, de homofobia. Todos os crimes bárbaros estavam ali no grupo, e as crianças acessando

delegada Carina Bastos

Grupo tinha cerca de 500 membros e alvo eram estudantes

Segundo a polícia, o grupo de mensagens funcionava como um espaço de compartilhamento de conteúdos ilícitos e violentos, com crianças expostas ao material. Imagens divulgadas pela TV mostraram policiais civis cumprindo mandados da Operação Pueri in Periculum.

O caso veio à tona a partir do relato de uma família que buscou ajuda na delegacia, após identificar o risco ao qual o filho estava exposto. Segundo o depoimento, o estudante foi incluído no grupo, mas os responsáveis conseguiram impedir que ele tivesse acesso às imagens.

A situação descrita pela família evidenciou o abalo emocional sofrido pelos alunos, com relatos de crianças chorando em sala de aula após terem contato com o conteúdo compartilhado.

Delegacia especializada conduz investigação

A apuração está a cargo da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA-Niterói), que identificou três administradores do grupo.

A Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão de telefones celulares dos investigados, com o objetivo de reunir provas e chegar a outros possíveis envolvidos.

A Polícia Civil apura ainda se estudantes de outras escolas do município também foram incluídos no grupo. A delegada responsável pela investigação considera a possibilidade de menores terem sido adicionados como administradores, em uma estratégia para ampliar o alcance da comunidade virtual.

Com a apreensão dos celulares dos administradores identificados, a expectativa é avançar na identificação de quem teria aliciado as crianças e na responsabilização penal dos envolvidos.

Pais devem monitorar acesso on-line de crianças

A corporação reforçou a importância de que pais e responsáveis acompanhem de perto o que crianças e adolescentes acessam na internet e com quem mantêm contato em ambientes virtuais.

Segundo a polícia, o diálogo constante dentro de casa é fundamental para que menores se sintam seguros para relatar qualquer situação suspeita ou conteúdo inadequado.

Em caso de indícios de crime, a orientação é procurar imediatamente a Polícia Civil e informar também a direção da escola, para que sejam adotadas as medidas legais cabíveis.

A delegada ressaltou que a vigilância precisa ser contínua, assim como as conversas sobre segurança digital, diante da frequência crescente desse tipo de denúncia.

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