Corpo de Clarinha deve permanecer por mais 40 dias no DML de Vitória à espera de identificação

Os peritos conseguiram recuperar com sucesso as digitais de Clarinha, um passo crucial para o processo de identificação

Por Plox

20/03/2024 14h49 - Atualizado há 3 meses

O mistério envolvendo a paciente conhecida como Clarinha, que faleceu após 24 anos de internação no Espírito Santo, continua desafiando as autoridades locais. Seu corpo permanecerá no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória por mais 40 dias, na esperança de que sua família seja finalmente localizada. Clarinha, um apelido carinhoso dado pela equipe de saúde, deixou o mundo sem que sua verdadeira identidade fosse revelada.

Foto: Reprodução/TV

Desde o anúncio de seu falecimento na última sexta-feira (15), cinco pessoas de diferentes estados brasileiros — Espírito Santo, Bahia, Brasília, São Paulo e Paraná — contataram o DML solicitando exames de parentesco, na tentativa de confirmar algum vínculo familiar com Clarinha. Polyanna Caliari Modesto, auxiliar de perícia, destacou que o procedimento padrão para corpos não identificados é mantê-los por 30 dias antes de prosseguir com o sepultamento. No entanto, devido ao processo de identificação em curso, incluindo testes de digitais e possíveis exames de DNA, o corpo de Clarinha ficará retido por um período adicional.

Os peritos conseguiram recuperar com sucesso as digitais de Clarinha, um passo crucial para o processo de identificação. João Carlos Quemeli, perito do laboratório de necropapiloscopia forense, explicou que uma técnica especial foi empregada para tratar as falanges digitais, permitindo a recuperação das impressões digitais. Este material agora pode ser usado para comparar com amostras de possíveis familiares de qualquer parte do país. Até o momento, dois testes de digitais já resultaram negativos.

Jorge Luiz Potratz, o médico responsável pelo cuidado de Clarinha durante sua longa internação, informou que um local para sepultamento já foi selecionado caso a família não seja encontrada. O cemitério de Maruípe foi escolhido para esse fim, embora a decisão final de sepultamento caberá à família, caso alguma seja confirmada como parente de Clarinha.

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