STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Anitta se manifestou nesta sexta-feira (20) após vir a público o relato de uma reunião entre ela, o irmão, Renan Machado, e empresários ligados ao setor de apostas esportivas, intermediada por Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes financeiras. Segundo a assessoria de imprensa da artista, o encontro fez parte da rotina de negociações da cantora com marcas interessadas em associar sua imagem a campanhas publicitárias.
Por meio de comunicado, a equipe de Anitta esclareceu que a reunião envolvia tratativas com o Will Bank e ressaltou o papel da artista na condução de sua própria carreira. Ao fim das conversas, a contratação não avançou, e o acordo com a empresa não foi firmado.
Cantora explica encontro com o banqueiro, investigado pela Polícia Federal por fraudes financeiras.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
A ligação entre Anitta e Vorcaro foi revelada a partir de informações divulgadas por um colunista, que teve acesso a mensagens de celular do banqueiro, datadas de 9 de setembro de 2024. Nos registros, Vorcaro descreve a preparação da reunião, que contaria com a presença da cantora, de seu irmão e de sócios de um negócio de apostas esportivas.
Nas conversas, ele comenta que o encontro deveria ser rápido e menciona, em seguida, o compromisso com a então namorada, Martha Graeff. Em outra mensagem, o banqueiro volta a mencionar o grupo reunido, formado por quatro amigos ligados ao setor de bet, além de Anitta e Renan.
As mensagens vieram à tona no contexto da investigação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master. Durante a apuração, o celular de Daniel Vorcaro foi periciado, o que revelou uma série de diálogos e contatos com figuras de destaque da política nacional, do Judiciário e do sistema financeiro.
A maior parte das conversas identificadas era com Martha Graeff, ex-namorada de Vorcaro. Nas trocas de mensagens, ele relatava reuniões com autoridades, comentava bastidores do mercado financeiro e fazia avaliações sobre diferentes políticos.
A perícia apontou ainda que o aparelho guardava uma lista de contatos com nomes considerados de peso, incluindo integrantes do Judiciário, do Congresso e de instituições financeiras. Entre eles estavam ministros do STF, além de um ex-ministro da Corte.
Também constavam na lista pessoas ligadas a autoridades do Judiciário e representantes de órgãos do sistema financeiro, como integrantes do Banco Central e ex-dirigentes da área de fiscalização, um deles alvo de operação da PF neste mês por suposto envolvimento nas fraudes relacionadas ao Master.
A investigação identificou menções ao nome de um ministro do STF em documentos armazenados no celular de Vorcaro. Esse achado levou o magistrado a deixar a relatoria de processos sobre o Banco Master no Supremo e a se declarar suspeito para atuar em ações envolvendo o banqueiro.
Segundo a PF, também foram localizadas referências a operações ligadas a uma empresa associada à família desse ministro, que vendeu participação no Resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao Banco Master. A apuração indica que essa transação faz parte do contexto analisado pelos investigadores.
O ministro, por sua vez, afirmou que a empresa da qual é sócio e que vendeu a participação no empreendimento é administrada por parentes. De acordo com ele, não há envolvimento direto na gestão do resort nem nas decisões comerciais relacionadas ao negócio.