STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) intensificou, em março, o monitoramento do abastecimento de diesel e adotou medidas para ampliar a oferta às distribuidoras, após relatos de restrição de volumes no Sul do país. A autarquia afirma que, por enquanto, não vê risco imediato de desabastecimento, mas sinaliza que pode intervir para garantir a normalidade do suprimento.
Nos primeiros dias de março, agentes de mercado passaram a relatar dificuldade para adquirir volumes adicionais de diesel, sobretudo na Região Sul, em um cenário de forte oscilação de preços no mercado internacional. Em 10 de março de 2026, o diretor-geral da ANP, Arthur Watt, disse que a agência não enxergava risco de desabastecimento naquele momento, mas reconheceu os relatos de restrição de oferta na região.
Na prática, a ANP avançou em medidas regulatórias e passou a pressionar por mais combustível disponível às distribuidoras. A agência enviou um ofício à Petrobras para flexibilizar obrigações de manutenção de estoques, com o objetivo de permitir maior fluidez no suprimento e o deslocamento de volumes para etapas mais próximas do consumo final. A avaliação é que essa mudança tende a facilitar o atendimento às distribuidoras no curto prazo, em especial nas áreas sob maior pressão de demanda.
Edifício sede da Petrobras, no Centro do Rio
Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão
Em comunicado publicado em 8 de março de 2026, a ANP informou que estava acompanhando de perto o abastecimento de diesel em todo o país e, após contato com os principais fornecedores, apurou que o Rio Grande do Sul contava com estoques suficientes para garantir o suprimento regular. A agência acrescentou que, se considerado necessário, adotaria novas medidas para assegurar a continuidade e a normalidade da oferta.
O ofício mencionado por entidades do setor trata da flexibilização da Resolução ANP nº 949/2023, que estabelece a obrigatoriedade de manutenção de estoques médios semanais de gasolina A e diesel A por produtores e distribuidores. A norma define parâmetros de comprovação e manutenção desses estoques. A autorização para flexibilizar essas exigências busca abrir espaço para remanejamentos logísticos voltados ao atendimento de áreas com maior pressão de consumo.
Para transportadoras e caminhoneiros, qualquer aperto regional na oferta de diesel tende a pressionar custos de frete e a logística de abastecimento, sobretudo em períodos de maior demanda. Mesmo sem um quadro de desabastecimento, restrições pontuais impactam o planejamento de rotas e paradas para reabastecimento.
Do ponto de vista do consumidor final, a possibilidade de gargalos regionais aumenta a volatilidade de preços nos postos, principalmente em localidades mais dependentes de rotas logísticas específicas para o recebimento de combustíveis.
Já para distribuidoras e revendas, a sinalização de flexibilização das exigências de estoques funciona como um alívio imediato de gargalos, mas o ambiente segue sensível às oscilações internacionais de preços e à dinâmica da oferta doméstica. A forma como a Petrobras vai responder à cobrança por mais combustíveis para distribuidoras permanece no centro das atenções do mercado.
A tendência é que a ANP mantenha o acompanhamento diário do suprimento de diesel e, se necessário, amplie o conjunto de medidas para garantir a normalidade do abastecimento, com foco especial na Região Sul.
Do lado da Petrobras, o mercado observa se haverá recomposição de volumes ofertados às distribuidoras e como a estatal vai administrar a demanda por “cotas extras” em um cenário de elevada volatilidade dos preços externos.
Até o momento das informações disponíveis, não há divulgação pública completa do teor integral do ofício enviado pela ANP, incluindo anexos e eventuais condicionantes operacionais, em página oficial da autarquia. O conteúdo circula principalmente por cobertura setorial e relatos de mercado, enquanto a agência confirma oficialmente apenas o monitoramento do abastecimento e a adoção de medidas para reforçar a oferta.