STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um cabeleireiro foi preso em flagrante no Paranoá, no Distrito Federal, suspeito de vender “canetas emagrecedoras” falsificadas e contrabandeadas do Paraguai dentro do próprio salão de beleza. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (19/3) e foi realizada por policiais civis da Seção de Repressão às Drogas (SRD), da 6ª Delegacia de Polícia. Cada ampola do produto era vendida por R$ 500.
O cabeleireiro foi preso no momento em que fazia uma entrega para um cliente. No total, 14 ampolas foram apreendidas pela PCDF
Foto: Reprodução / PCDF
De acordo com as informações apuradas, o investigado foi surpreendido no momento em que entregava o produto a um cliente e acabou detido em flagrante dentro do estabelecimento. Durante a abordagem, os agentes encontraram com ele 14 ampolas do medicamento ilegal.
No interior do salão, foram apreendidas diversas caixas térmicas de isopor, usadas para armazenar e transportar as substâncias, além de seringas já preparadas para aplicação nos clientes. O material reforça a suspeita de que o espaço de beleza vinha sendo usado também como ponto de venda e administração do produto.
Batizada de “Operação Corte de Peso”, a ação revelou que o cabeleireiro começou utilizando o produto em si mesmo e, em seguida, passou a promovê-lo como solução rápida para emagrecimento. Aproveitando-se da confiança da clientela, ele oferecia as ampolas diretamente no salão e também as divulgava nas redes sociais.
Cada unidade era comercializada por R$ 500, o que transformou o esquema em uma atividade altamente lucrativa. A Polícia Civil apurou ainda que o suspeito planejava retornar ao Paraguai para comprar mais doses e ampliar o negócio ilegal.
O produto apreendido continha tirzepatida, substância de uso controlado presente em medicamentos injetáveis indicados para tratamento de determinadas condições de saúde. A introdução clandestina dessas ampolas no país, sem qualquer fiscalização, aumenta o risco de danos à saúde dos consumidores, especialmente quando aplicadas sem acompanhamento médico.
Segundo as autoridades, a principal preocupação é a proteção da saúde pública, já que os medicamentos eram trazidos ilegalmente do Paraguai e vendidos sem controle sanitário, sem prescrição médica e em ambiente inadequado para esse tipo de procedimento.
A investigação aponta que as “canetas emagrecedoras” eram contrabandeadas do Paraguai e revendidas no Distrito Federal. A intenção do suspeito de voltar ao país vizinho para buscar novas unidades indica possível conexão com uma cadeia de fornecimento maior, o que deve ser alvo de apuração policial.
O homem permanece preso e está à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil segue investigando a origem exata das ampolas, a rota de entrada no Brasil e a eventual participação de outros envolvidos no esquema.