Polícia cumpre oito prisões em quatro estados por suspeita de fraude no concurso da PM do Tocantins

Operação investiga esquema em que candidatos teriam pago até R$ 50 mil para que “pilotos” fizessem as provas; perícias de digitais e assinaturas apontaram inconsistências entre etapas

20/03/2026 às 08:48 por Redação Plox

Oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos pela Polícia Civil em Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás contra uma suposta organização criminosa investigada por fraudar o concurso da Polícia Militar do Tocantins (PMTO). A operação foi realizada na quarta-feira, dia 18 (mês e ano não informados no material de origem, ainda em apuração quanto à data exata).

Segundo informações atribuídas à TV Anhanguera no conteúdo analisado, candidatos teriam pago até R$ 50 mil para que outras pessoas fizessem as provas em seus lugares. Os mandados de prisão e de busca e apreensão teriam sido expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas.


Documentos apreendidos com suspeito durante operação

Documentos apreendidos com suspeito durante operação

Foto: SSP-TO/Divulgação


Como a suspeita de fraude veio à tona

Os primeiros indícios de irregularidade surgiram dentro da própria Comissão Organizadora do Concurso da PM do Tocantins. Ao cruzar informações dos candidatos, a equipe identificou inconsistências entre etapas do certame e acionou a Polícia Civil.

A confirmação técnica das divergências teria ocorrido por meio de exames papiloscópicos, que analisam digitais, e de exames grafotécnicos, que avaliam assinaturas. A perícia indicou que a pessoa que deixou a digital e a assinatura na primeira fase não era a mesma que compareceu à etapa seguinte.


Polícia Civil investiga suposta fraude no concurso da PMTO

Polícia Civil investiga suposta fraude no concurso da PMTO

Foto: Divulgação/PCTO


Esquema com “pilotos” e pagamento de até R$ 50 mil

De acordo com as informações reunidas, a suposta organização criminosa montou um esquema para burlar etapas do concurso da PMTO. O grupo usaria chamados “pilotos” — pessoas com alto nível de conhecimento teórico — para realizar a prova no lugar dos candidatos verdadeiros.

O objetivo seria garantir pontuação suficiente para avançar no concurso, especialmente na primeira fase. Ainda segundo a apuração citada, alguns candidatos chegariam a pagar até R$ 50 mil por essa atuação irregular de terceiros.

Mandados em quatro estados e perfil dos investigados

A operação cumpriu oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão domiciliar em endereços de Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás. Entre os alvos estariam:

  • Cinco candidatos que teriam contratado o serviço de “pilotos”;
  • Um agente socioeducativo do Distrito Federal;
  • Um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA);
  • Um ex-policial militar da Paraíba, já expulso da corporação por outros crimes.

Os nomes dos investigados não foram divulgados no material analisado, o que impede, por ora, o contato com eventuais defesas.

Concurso continua e fraudes são tratadas como casos isolados

Segundo a versão apresentada no conteúdo de origem, tanto a Polícia Militar do Tocantins quanto a Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora, afirmam que as suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem indicação de vazamento de prova ou de comprometimento da lisura geral do concurso.

O entendimento exposto é de que não há motivo, neste momento, para cancelar o certame como um todo. Não há, nas informações disponíveis, relato de anulação geral de etapas ou de provas.

Eliminação de candidatos e impacto para o certame

Com a confirmação das irregularidades em relação a alguns participantes, a tendência apontada no material é que esses candidatos sejam eliminados do concurso e substituídos por outros, conforme a ordem de classificação.

Esse procedimento permitiria, em tese, resguardar o resultado final, mantendo a continuidade do processo seletivo sem afetar quem não participou de fraudes. O concurso da PMTO, segundo os dados reunidos, registrou mais de 34 mil inscritos para vagas de soldados e oficiais.

Até o momento descrito, não havia registro, no conteúdo analisado, da divulgação da classificação final ou de convocações decorrentes desse concurso.

Uso de perícia e reforço na segurança de concursos

O caso reforça a adoção de perícia biométrica e documental em concursos públicos, com o uso de exames de digitais e de assinaturas para confrontar a identidade de quem faz a prova em cada fase.

Esse tipo de checagem tende a ganhar mais espaço em seleções de grande porte, especialmente em certames da área de segurança pública, como forma de coibir esquemas estruturados de fraude com uso de “pilotos” e terceiros.

Órgãos citados e situação ainda em apuração

No material analisado, é informado que:

  • A PM do Tocantins teria adotado medidas administrativas e compartilhado dados com a Polícia Civil para sustentar as investigações, defendendo a legalidade do concurso;
  • A FGV atua em cooperação com as autoridades e sustenta que não houve impacto sobre o conjunto do certame;
  • A Polícia Rodoviária Federal no Pará confirma que um servidor é investigado e que a instituição prestou apoio no cumprimento de mandados judiciais;
  • A Sejus-DF acompanha o caso envolvendo um agente socioeducativo, com encaminhamento do episódio à controladoria para apuração administrativa.

O texto-base ressalta que a reportagem original do g1/TV Anhanguera e os comunicados oficiais completos dos órgãos ainda não haviam sido localizados em links públicos para checagem integral. Essas informações seguem, portanto, classificadas como “ainda em apuração” até que haja confirmação documental.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a