STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Formiga, na região Centro-Oeste do Estado, obteve a condenação de um homem de 28 anos a 31 anos e dois meses de prisão pelos crimes de feminicídio, destruição de cadáver e corrupção de menor. A vítima, uma mulher de 29 anos, grávida de três meses, foi morta a pauladas, facadas e por asfixia, em um crime marcado por práticas de tortura. O caso ocorreu em julho de 2023, no povoado Comunheira, na zona rural de Córrego Fundo.
O crime foi filmado pelo próprio acusado. O Conselho de Sentença reconheceu todas as qualificadoras apresentadas pelo MPMG: motivo torpe, emboscada, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, asfixia e tortura. A pena deverá ser cumprida em regime fechado.
Foto: Divulgação
O réu mantinha um relacionamento conturbado com a vítima e contou com a participação de uma adolescente de 17 anos, com quem também se relacionava. O crime foi filmado pelo próprio acusado. O Conselho de Sentença reconheceu todas as qualificadoras apresentadas pelo MPMG: motivo torpe, emboscada, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, asfixia e tortura. A pena deverá ser cumprida em regime fechado.
De acordo com a denúncia do MPMG, em 26 de julho de 2023 o homem atraiu a vítima para uma área de mata em Córrego Fundo, onde a adolescente já a aguardava escondida, em uma emboscada. Ao chegarem ao local, os dois iniciaram o ataque pelas costas, desferindo diversos golpes de faca e pauladas, o que impediu qualquer reação por parte da vítima.
Mesmo ainda viva e agonizando no chão, a mulher continuou a ser agredida. Segundo a acusação, a adolescente sentou-se sobre o corpo para imobilizá-la e passou a enforcá-la com uma das mãos, enquanto o homem prosseguia com as agressões físicas. Nesse período, o réu filmou o sofrimento da vítima e proferiu xingamentos, submetendo-a a tortura física e psicológica extrema. A morte foi confirmada após uma forte paulada na região da testa, e o corpo foi abandonado temporariamente no matagal.
Na madrugada do dia seguinte, por volta das 3h, a dupla retornou ao local do crime. Eles arrastaram o corpo pelas pernas até um forno de calcinação nas proximidades. Para garantir que o acesso estivesse livre, a adolescente utilizou um pretexto enganoso e pediu água a um funcionário, com o objetivo de distraí-lo e afastá-lo do posto.
Aproveitando o momento, o homem colocou o cadáver nos ombros e o lançou no alçapão da fornalha, onde o corpo foi completamente incinerado, com o objetivo de eliminar vestígios. Horas depois, um funcionário sentiu um forte odor vindo do interior do forno, descrito como cheiro de “porco sapecado”.
Na manhã seguinte, a Polícia Militar foi acionada após a descoberta de uma blusa preta com manchas de sangue perto de um cafezal, nas proximidades da residência do réu. Um rastro contínuo de sangue por gotejamento levava até a rampa de acesso à tampa da fornalha, reforçando a linha de investigação.
O homem foi abordado em casa, portando uma pochete preta que aparecia nos vídeos das agressões. A polícia também localizou áudios em seu celular em que ele confessava a autoria do crime e afirmava que precisava fugir. A adolescente foi encontrada na casa de sua irmã, onde foi apreendida uma mochila contendo a faca utilizada no crime, ainda com resquícios de sangue.
Diante das evidências, o réu foi preso em flagrante e a adolescente apreendida, sendo ambos conduzidos à Delegacia de Polícia. A jovem chegou a ser encaminhada para um Centro Socioeducativo, mas foi liberada ao completar 18 anos. Em razão do envolvimento de uma menor de idade à época dos fatos, o processo tramita em sigilo.